Abeiva encerra 2011 com participação de 23,35% do total de veículos importados no Brasil

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Ao totalizar 199.366 unidades emplacadas, as associadas à entidade fecham 2011 com apenas 23,35% do total dos veículos importados no Brasil, contra 654.363 carros importados pelas montadoras chamadas de nacionais, que representaram 76,65% do total de 853.729 unidades em 2011. Com estes números, a Abeiva respondeu por somente 5,82% de participação no mercado brasileiro total.

Os dados de emplacamentos das empresas filiadas à Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores, em 2011, mostram crescimento de 87,4% em relação ao desempenho de 2010. Foram emplacadas 199.366 unidades contra 106.360 veículos do ano anterior. Com esse resultado, a participação de importadores oficiais, no mercado brasileiro, significou 5,82% em 2011. Ao considerar somente o segmento de importados, as associadas à entidade anotaram marketshare de 23,35% em 2011, enquanto as montadoras locais responderam por 76,65%, o equivalente a 654.363 unidades emplacadas no ano.

Ao isolar somente o desempenho de vendas em dezembro do ano passado, os dados de emplacamento da Abeiva indicaram crescimento de 26,8% em relação ao mês de novembro. Foram 19.151 unidades contra 15.098. Ante o mês de dezembro de 2010, a alta foi de 42% (19.151 x 13.487 unidades).

“O avanço das associadas à Abeiva se justifica por conta da chegada dos novos players que passaram a oferecer aos consumidores brasileiros produtos completos, com mais tecnologia e design. E assim conquistaram os brasileiros”, analisa José Luiz Gandini, presidente da Abeiva.

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Na avaliação de Gandini, esse quadro expõe os motivos da queda de market share das quatro grandes “montadoras” do País, respectivamente de 0,83 pontos porcentuais da Fiat, 0,56 pp da Volkswagen, 1,30 pp da General Motors e 0,94% da Ford. “Está tudo muito cristalino. As montadoras deixaram de investir em inovação. Oferecem aos consumidores brasileiros produtos ultrapassados”, argumenta o presidente da Abeiva, “diante dessa realidade, nós importadores não temos culpa. É a lei do mercado. Por isso discordamos frontalmente do inconstitucional Decreto 7.567. O governo brasileiro deveria, como indicava o programa Brasil Maior, ter reduzido a alíquota do IPI para as montadoras que efetivamente investissem em tecnologia, de modo a recuperar terreno perdido. Não o contrário. Sobretaxar os importados, fora do Mercosul e do México, além de inconstitucional, foi umainsensatez”, enfatiza.

Ainda em 2011, em janeiro, as associadas à entidade contavam com 566 concessionárias, o equivalente a cerca de 22 mil empregos diretos. No encerramento do ano, esse número alcançou 912 pontos de atendimento e próximo a 36 mil postos de trabalho. Pesquisa realizada pela Abeiva com suas associadas, em agosto de 2011, indicava 1.092 concessionárias no fechamento do ano. Mas, vários grupos empresariais decidiram postergar aabertura de suas lojas. A meta de recolhimento de impostos foi cumprida em 2011, com cerca de R$ 6,5 bilhões aos cofres públicos.

Em relação às projeções iniciais para este ano, Gandini acredita que o setor de importação de veículos automotores, exceto Mercosul e México, vai sofrer uma queda aproximada de 20%. “Nossas primeiras estimativas são de 160 mil unidades para 2012. E, se projeção do mercado é crescer de 4% a 5%, chegando a 3,6 milhões de unidades emplacadas, nossa participação será de 4,5%”, argumenta.

“Com o imposto de importação máximo acordado pela OMC de 35%, um dos mais elevados do mundo, com a alíquota do IPI diferenciada em 30 pontos porcentuais e mais variação cambial, 2012 será um ano muito difícil aos associados da Abeiva”, conclui Gandini.


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