New Fiesta RS acelera nas montanhas do Ralli do México neste fim de semana

O New Fiesta RS enfrenta no México, neste final de semana, o primeiro rali da temporada 2012 em pista de cascalho, buscando ampliar o seu retrospecto de vitórias em terrenos de superfície solta. O time oficial da Ford não é batido nesse tipo de pistas desde setembro de 2011, com vitórias no cascalho da Austrália e da Grã-Bretanha e o domínio do pódio na neve da Suécia, no mês passado.

Terceira rodada do mundial, o Rali do México vai de 8 a 11 de março e destaca a diversidade de condições que faz desse campeonato o mais exigente para carros de produção.

Contrastando com Suécia, onde o frio chegou a 15ºC negativos, os pilotos e carros vão enfrentar agora um calor na casa de 30ºC. Além de tornar o cockpit desconfortável para os pilotos, essa temperatura estressa também os motores e transmissões.

O piloto Jari-Matti Latvala, que liderou a vitória da Ford na Suécia, e seu colega Petter Solberg têm muita experiência no México. Latvala tem dois terceiros lugares em suas cinco participações. Já Solberg venceu em 2005 e chegou duas vezes em segundo.

Altitude

O rali tem como sede a cidade coureira de León, a quinta maior do país, a 400 km de Cidade do México. A distância do percurso nas montanhas de León foi ampliada em mais de 400 km este ano, mas continua compacta e representa cerca de 35% da rota.

As pistas de cascalho duro sobem a uma altitude de tirar o fôlego, de 2.737 metros acima do nível do mar, o ponto mais alto de toda a temporada, em meio a encostas cobertas de cactos. O ar rarefeito da altitude faz os motores perderem o fôlego e a potência pode cair até 20%. Na preparação, o time trabalhou junto com os engenheiros da Ford no Centro Técnico de Dunton, na Grã-Bretanha, para simular as mesmas condições nos testes.

Desafio

Com um total de 1.174 km, o Rali do México é a primeira de seis provas consecutivas em cascalho, o tipo de pista predominante na temporada.

“Em qualquer rali é importante manter o carro na faixa limpa da pista, e mais ainda no México, onde a altitude significa menos potência que o normal. Se você comete um erro e derrapa, o tempo perdido é maior porque a aceleração não é tão rápida como o normal. Isso também significa que é fácil entrar na marcha errada nas curvas. O que pode ser identificado como uma curva de quarta marcha no reconhecimento pode ser somente de terceira durante o rali”, diz Latvala.

Para Petter Solberg, é a primeira oportunidade de dirigir o Fiesta RS em cascalho. “Eu me senti confortável no carro rapidamente, da mesma forma quando dirigi no asfalto e na neve pela primeira vez. México é o primeiro rali da temporada e o campeonato engrena realmente agora. A altitude afeta o modo como você dirige. Como há menos potência, é necessário atacar um pouco mais duro e manter a velocidade alta. Tenho um bom retrospecto no México e outro resultado positivo seria um começo forte para a temporada”.



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