Publicidade

Proprietários de veículos blindados precisam tomar alguns cuidados especiais para que seus carros não tenham a integridade da proteção afetada

Proprietários de veículos blindados precisam tomar alguns cuidados especiais para que seus carros não tenham a integridade da proteção afetada. A atenção não se concentra apenas na forma de direção, mas deve também ser tomada na hora de instalar acessórios, principalmente os eletrônicos.

“Sistemas multimídia, DVD de teto, além de sistemas de amplificação de som são exemplos de acessórios eletrônicos que requerem uma técnica especial de instalação, uma vez que podem interferir na aplicação dos materiais de proteção balística como os painéis balísticos, um dos componentes da blindagem automotiva“, alerta o engenheiro automotivo Rogério Garrubbo, diretor da Concept Blindagens.

Os painéis de proteção balística são feitos a partir de uma fibra especial (aramida), um composto semelhante aos utilizados nos coletes à prova de balas. Geralmente, esse material é aplicado no teto, colunas, porta-pacote (atrás do banco traseiro), caixa de rodas, portas, maçanetas e parte de trás do espelho retrovisor durante o processo de blindagem, protegendo, assim, todo o habitáculo do carro.

“Para realizar a instalação de qualquer acessório eletrônico e que requer conexões eletrônicas por cabos e fios, o carro muitas vezes precisa passar por uma intervenção. No blindado, a maior dificuldade acontece, justamente, na hora de remontá-lo. Partes colocadas de forma errada ou de modo assimétrico podem causar danos à própria eletrônica embarcada no veículo – atualmente, há no mercado sistema compostos por mais de 30 módulos e processadores -, além de provocar o que chamamos de gaps, que são pontos vulneráveis num blindado, onde eventualmente um tiro pode invadir o habitáculo do veículo e atingir seus ocupantes”, explica Garrubbo.

De acordo com o diretor da Concept, as instalações de acessórios – eletrônicos ou não – podem e devem ser feitas por empresas especializadas nesse tipo de serviço e sempre acompanhada por um técnico da blindadora, para que se evite prejuízos e danos ao automóvel. “Porém, logo após a conclusão desse procedimento, todo o sistema eletrônico deve ser novamente checado. O veículo também deve ser levado para a blindadora que executou o projeto de proteção, para que uma rigorosa revisão aponte e sane qualquer tipo de falha ocorrida na remontagem do carro, a fim de que a blindagem siga cumprindo sua função integralmente: a de preservar vidas”, conclui.


Publicidade


Leia Também:
Anterior:

Próxima:

Publicidade