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Nelsinho Piquet domina a corrida da Nascar Truck Series, mas acaba em sétimo em Rockingham. Brasileiro larga na pole e lidera mais da metade da prova, mas punição a 25 voltas do fim impede briga pela primeira vitória na categoria

Em sua apresentação mais convincente na Nascar Truck Series até hoje, Nelsinho Piquet largou na pole, liderou mais da metade da corrida em Rockingham, foi mandado para o final do pelotão a 25 voltas para o final e ainda teve força para superar quase todos os concorrentes e terminar em sétimo.

Com o resultado, o brasileiro somou mais 39 pontos no campeonato e agora está na sexta posição, a melhor classificação que já obteve na disputa entre pilotos. Ele tem 100 pontos, 21 a menos que o líder, Timothy Peters.

Até hoje, Nelsinho havia liderado 67 voltas na categoria. Só na corrida de Rockingham, ficou em primeiro lugar durante 107.

“O nosso era o truck a ser batido hoje. Fomos os mais rápidos o dia inteiro e mesmo quando precisei voltar do fundo do grid ainda estava mais veloz que os líderes. Estou contente pelo ótimo trabalho da equipe Turner e por ter mostrado a todos o que podemos fazer neste ano”, declarou Piquet Jr, que chegou a seu 15º top-10 na categoria em 33 corridas disputadas.

Partindo da pole pela linha externa, o domínio do Chevrolet Silverado #30 foi avassalador no início da prova. Entre a volta 9 e a 60, após a primeira bandeira amarela da tarde, o brasileiro sustentou a liderança abrindo larga vantagem sobre todos os concorrentes. Quando veio a segunda interrupção, no giro 61, Nelsinho já se aproximava do décimo colocado para aplicar-lhe uma volta e tinha mais de 12 segundos de margem para o vice-líder, o que equivale a meia volta no circuito de uma milha.

Após um breve intervalo em segundo lugar, Nelsinho recuperou a ponta após disputa com Matt Crafton. Àquela altura da corrida ele levava vantagem no duelo com o adversário -entre as voltas 83 e 123 apenas uma vez o truck #88 cruzou a linha de chegada na frente do brasileiro.

Um acidente na volta 122 motivou o chefe da equipe de Piquet Jr, Chris Carrier, a chamar o piloto para seu segundo pit-stop da corrida. A parada demorou um pouco mais que o esperado, e o Silverado #30 alinhou em quarto lugar para a relargada no giro 130 e partiu para o ataque.

Na volta 166, ele já era o vice-líder e se aproximava rapidamente para retomar a ponta. Mas a perseguição foi interrompida na volta 175, pela quarta bandeira amarela do dia.

Piquet então foi novamente chamado para os boxes, para fazer sua última parada para troca de pneus. Na retorno para a pista ele foi flagrado a 40,08 milhas por hora -ou 1,28 km/h acima do limite estipulado pela Nascar para trafegar no pitlane.

“Nosso ponto de parada nos boxes era o último e não achávamos que era possível ultrapassar o limite tão perto da linha do radar. Foi uma pena, mas este é só o início do meu segundo ano completo na Nascar e ainda estou aprendendo”, disse Nelsinho.

Punido, ele foi mandado para o final do pelotão. A última relargada aconteceu na volta 180 e Nelsinho avançou rapidamente buscando recuperar posições até receber a bandeirada em sétimo.

“Adorei a pista. Em Rockingham os pneus se desintegram e é realmente necessário trabalhar na pilotagem para ter sucesso. É uma pena que não vamos correr novamente aqui neste ano”, comentou Nelsinho, que teve o mais alto “driver rating” da corrida, 132,7. Vencedor da prova, Kasey Kahne, que é piloto regular da Sprint Cup, a mais importante divisão nacional da Nascar, registrou 124,9 na pontuação atribuída aos pilotos por seu desempenho na pista.

“É claro que depois de fazer o melhor tempo na sexta, a pole no sábado e dominar boa parte da corrida no domingo, fica a sensação de que a primeira vitória poderia ter acontecido aqui hoje e isso é frustrante. Por outro lado, me deixa mais confiante em que vamos ganhar corridas este ano”, concluiu o piloto.

A próxima etapa da Nascar Truck Series, quarta corrida da temporada, é no oval de 1,5 milha do Kansas no sábado que vem.


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