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MCV revoluciona produção de componentes plásticos para a indústria automotiva com processo RTM-S. ganhos de produtividade, qualidade, eficiência e na preservação ambiental

A MVC, líder brasileira no desenvolvimento de produtos e soluções em plásticos de engenharia e pertencente ao Grupo Artecola e à Marcopolo, está ampliando a produção de componentes plásticos pelo processo RTM-S para a indústria automobilística brasileira. A empresa recebeu a aprovação de clientes, como Volare, Randon e Iveco, para a fabricação de peças no processo de RTM-S, em substituição ao RTM Light, e vai dobrar os volumes de produção nesse novo processo.

A revolucionária tecnologia RTM-S – Resin Transfer Molding – Surface, desenvolvida 100% no Brasil, patenteada e lançada no final de 2010 pela empresa, é uma combinação de materiais e processos termofixos e termoplásticos. Proporciona grandes vantagens em relação à qualidade de superfície, produtividade, eficiência e também na preservação ambiental, como a redução de peso dos veículos e a maior velocidade para mudanças de design e atualização de produtos.

Este novo conceito resulta em uma solução que alia maior resistência mecânica e acabamento superficial de alta qualidade, com foco na sustentabilidade e na preservação do meio ambiente. Entre as vantagens ambientais estão a redução ou até eliminação de preparação de pintura e de gel coat, o que diminui a emissão de monômero de estireno. Como o RTM-S permite suprimir algumas etapas do processo produtivo, há menos consumo de energia elétrica e, devido à inserção de materiais termoplásticos, facilita a reciclagem.

Outra grande vantagem é que o RTM-S possibilita a fabricação de peças coloridas, quando se utilizam termoplásticos especiais desenvolvidos para esta finalidade, com acabamento final de alto desempenho e durabilidade, dispensando a pintura final, o que representa significativa redução de custos e ainda colabora para a preservação ambiental.

Os três clientes têm exemplos de peças com elevada exigência de acabamento superficial – com ou sem pintura – e resistência estrutural. Para a Volare, o produto é o capô interno do motor, cujo volume de produção anual supera 4 mil peças. Segundo Roberto Poloni, gerente de engenharia da Volare, a nova tecnologia proporcionou a elevação ainda maior do padrão de qualidade e de acabamento do capô, com ganhos de produtividade.

Para a Randon, a MVC produz a porta do baú frigorífico e, com o RTM-S o volume de produção pode dobrar de três para seis peças por dia. Isso só é possível porque o RTM-S reduz o tempo de preparação de pintura, o que aumenta a produtividade. O volume é de 1.500 peças por ano.

Já para a Iveco, a MVC produz em RTM-S o colarinho do caminhão Stralis NR, peça de grandes dimensões e de elevado padrão de acabamento e resistência mecânica. Por ano, são fornecidas 4 mil unidades.

Tecnologia inovadora fornecida para Europa, Turquia e Rússia

A tecnologia RTM-S também é exportada. No ano passado, a MVC firmou contrato inédito para transferência de tecnologia com a companhia inglesa Composite Integration UK Ltd.. O acordo prevê o direito de representação da tecnologia RTM-S, desenvolvida pela empresa brasileira, em todos os países da Europa, e também na Turquia e na Rússia, com duração de dez anos.

Esta é a primeira vez que uma empresa brasileira passa a fornecer internacionalmente a sua expertise no segmento de compósitos e representa o passo inicial para expandir os negócios da MVC no exterior, com a exportação de tecnologias inovadoras desenvolvidas no Brasil.

“Nosso objetivo é exportar conhecimento em processos para a produção de componentes em compósitos (plásticos de engenharia) para todo o mundo e firmar, até 2016, 12 contratos de transferência de tecnologia. Para cada tecnologia transferida a MVC receberá royalties por dez anos de todos os produtos vendidos com esse processo. Isso representará receitas importantes para continuarmos investindo em soluções diferenciadas e inovadoras”, explica o Gilmar Lima, diretor-geral da MVC.


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