Normas para iluminação automotiva podem ser alteradas. Com base em casos de sucesso em países da Europa e América do Sul, Brasil está próximo de sancionar lei para tornar obrigatório o uso de luz baixa mesmo durante o dia

O que para muitos pode parecer exagero, tem se mostrado eficiente quando se fala em segurança. Na Holanda, por exemplo, pesquisadores identificaram que o uso do farol é capaz de fazer com que os veículos tenham 15% menos chances de se envolverem em um acidente. Para o gerente Nacional de Vendas e Marketing da divisão de lâmpadas automotivas e especiais da OSRAM, Ricardo Lepich, a vantagem está no aumento da visibilidade dos automóveis. “A luz faz com que motoristas e demais usuários das vias, como pedestres e ciclistas, detectem situações de perigo mais facilmente, aumentando o tempo de reação para tomadas de decisão mais assertivas”, explica.

Caso seja aprovado, o projeto de lei 3522/12 fará com que o ato de andar com os faróis apagados seja considerado uma infração média, gerando quatro pontos de penalidade para o condutor e uma multa de R$ 85,13. Por conta disso, o mercado poderá dar espaço às lâmpadas que formam a tecnologia batizada DRL – Day Running Light. Baseadas na tecnologia dos LEDs, elas são capazes de evitar gastos excessivos com a troca das tradicionais halógenas, visto que o aumento considerável de sua utilização devido à novidade fará com que seu tempo de utilização diminua. “Os LEDs são menos sensíveis às trepidações das vias e têm uma vida útil muito superior às opções convencionais, sendo a opção certa caso tenhamos a implementação desta Lei”, comenta o especialista da multinacional alemã.

Atualmente, o Brasil exige que a luz baixa seja usada apenas durante o período noturno e sempre que o veículo transitar por túneis – Lei 9.503/97, parte do Código de Trânsito Brasileiro. “Além das adaptações técnicas, estamos falando de uma mudança de comportamento. Com o aumento constante do número de carros circulando em nosso país é sempre importante pensarmos em novas estratégias para aumentar a segurança”, finaliza Leptich.



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