Novo Ford Fusion com motor Ecoboost 2.0 tem turbo produzido com superliga de naves espaciais

O motor EcoBoost 2.0 do novo Ford Fusion tem turbo produzido com uma superliga, desenvolvida com a mesma tecnologia usada no motor dos ônibus espaciais. Esse novo material, capaz de suportar limites extremos de temperatura, contribui para o padrão superior de desempenho e durabilidade do veículo.

Para aumentar a eficiência e evitar a fadiga térmica do turbo, os engenheiros da área de motores da Ford buscaram, junto com especialistas da BorgWarner, a escala mais alta dos materiais disponíveis comercialmente.

Esse material, usado no sistema de alimentação do motor principal das naves, foi testado e aprovado em viagens espaciais. Diferentemente do turbo do motor EcoBoost 2.0 que equipa o Edge e o Explorer, capaz de operar em temperaturas de até 970ºC, o modelo usado no novo Fusion – e também no Focus ST de alta performance – pode chegar a 1.050ºC com uma liga especial de tungstênio e cobalto.

Na prática, isso significa um desempenho eficiente e empolgante durante toda a vida útil do veículo, sem perda de integridade mecânica e confiabilidade do turbo. Chamado K03, esse novo turbocompressor da BorgWarner combina resfriamento a água e a óleo. Quando o motor está funcionando, a refrigeração é feita a óleo e quando o motor é desligado o turbo continua a ser resfriado pelo sistema de água, usando o princípio de sifonamento térmico.

O novo turbo foi projetado para operar com velocidades de até 190.000 rotações por minuto. O seu desempenho também é favorecido pelo design do sistema de exaustão, cujo tubo é fundido no cabeçote, formando uma peça única. Isso permite o uso de dutos internos menores, que conduzem os gases de forma mais rápida e eficiente.

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