Crescimento do setor de construção tem impacto direto nas vendas de caminhão Iveco. O volume de vendas da Iveco quase quintuplicou desde seu ano de estreia no segmento, em 2009

A iniciativa do governo de anunciar o mais ambicioso pacote para impulsionar as obras de infraestrutura no País, transferindo para a iniciativa privada a responsabilidade para construção e administração de cerca de 50 mil quilômetros de rodovias, 12 mil quilômetros de ferrovia, além de cinco portos e mais cinco aeroportos, promete incrementar ainda mais o já aquecido mercado de construção.

“Estas medidas do governo serão sentidas a curto e médio prazo pelos fabricantes de veículos especiais para o setor de construção uma vez que as empreiteiras participantes deste processo terão que comprovar sua capacidade técnica para administrar obras de grande vulto com prazos, como sabemos, apertados”, destaca Marco Mazzu, presidente da Iveco Latin America. Para Mazzu, o segmento de construção pesada apresenta um crescimento importante desde os anúncios dos dois mais importantes eventos esportivos do mundo que acontecerão no País: a Copa do Mundo, em 2014 e, posteriormente, as Olimpíadas, em 2016.

É neste cenário de grande otimismo para o setor que a Iveco participa da Concrete Show deste ano, o mais importante evento de construção da América do Sul, a ser realizado de 29 a 31 de agosto no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Em seu estande será apresentado mais uma inovação para o setor: o novo Iveco Tector 6×4 Geração Ecoline. O semipesado, específico para construção civil, foi desenvolvido para configurações off-road e, na feira, está implementado com um equipamento betoneira. O modelo já está disponível para comercialização em toda a rede de concessionárias da marca.

“Em 2011 esse mercado atingiu a marca de quase 10 mil unidades emplacadas. Para 2012, mesmo com a retração observada no segmento de caminhões, a expectativa é repetir os resultados do ano passado”, diz Marcelo Bouhid, gerente de marketing da Iveco. De acordo com o executivo, a Iveco quintuplicou suas vendas desde seu ano de estreia no segmento, em 2009, atingindo 720 unidades emplacadas.

A participação da Iveco no segmento de construção vem crescendo ano a ano. “Falando especificamente do mercado de 26 toneladas, desenvolvido para o setor construção civil, é possível observar um forte crescimento da indústria ao longo dos anos. A Iveco entrou efetivamente nesse mercado em 2009 e em seu primeiro ano de mercado conquistou um market share de 3,3%. De 2009 para 2011, a Iveco evoluiu ganhando aproximadamente 2 pontos percentuais ao ano, fechando o período com uma participação de 7,3% nesse mercado”, informa Bouhid.

“Hoje, as vendas da Iveco para o setor de construção correspondem a 4% do volume total de suas vendas totais, percentual próximo da fatia referente a este segmento dentro do mercado total de caminhões”, acrescenta o executivo. A fabricante projeta crescimento comercial nos próximos quatro anos: “A Iveco vem aumentando suas vendas para este nicho, e temos alguns clientes estratégicos como Grupo Cortesia, Engemix, além do Grupo Convicta, que recentemente adquiriu 20 unidades para locar à Lafarge. Atualmente, o tamanho deste mercado gira em torno de 10 mil caminhões/ano, e a venda da Iveco para o segmento está em torno de 750 unidades/ano. Nossos planos são de chegar em 2016 com aproximadamente 10% de participação no setor de construção civil”, conclui Marcelo Bouhid.

TECTOR 6X4: DNA PARA SERVIÇOS PESADOS

“O modelo Iveco Tector 6×4 tem sua própria caracterização e peculiaridades técnicas de um caminhão com DNA para serviços pesados”, afirma Marco Mazzu, presidente da Iveco na América do Sul. Oferecido somente com cabine curta teto baixo, ele é ligeiramente mais alto que os demais veículos de sua categoria e vem com um para-choque preto plástico, mais estreito na altura, que “levanta” visualmente a frente, salientando sua característica off-road. Seu interior é igual à versão do Tector Attack, com acabamento mais simples, ideal para trabalhos pesados, com o piso da cabine em borracha reforçada.

Equipado com transmissão Eaton de 10 velocidades e duas opções de entreeixos: 3.690 mm e 4.815 mm, o novo caminhão Iveco permite grande flexibilidade na adaptação de implementos. Específico para o mercado de construção, o Iveco Tector 6×4 tem capacidade de carga para até 26 toneladas.

O motor FPT NEF 6, de 6 litros, Euro V com tecnologia SCR (que exige Arla 32), deu um salto de 12% na potência, que passou de 250 cv para 280 cv. O torque, contudo, não mudou, mas ganhou calibração especial, desenvolvida no Brasil, com nova curva de entrega mais plana e mais ampla: enquanto o motor Euro III atingia o pico de 950 Nm aos 1.250 rpm, sua versão Euro V nacional atinge os 950 Nm em uma faixa de 700 rpm, entre 1.250 e 1.950 rpm.

“O resultado é a maior elasticidade do motor, que permite uma condução mais tranquila e a manutenção de velocidades médias mais elevadas com menor consumo”, diz Alexandre Serretti, gerente executivo da Plataforma de Leves, Médios e Semipesados da Iveco (área responsável pela coordenação do desenvolvimento do produto a partir das indicações recebidas pela área de Produto). “Já o torque em faixa mais ampla melhora as retomadas e a vencer subidas”, diz Serretti, complementando: “Com os novos motores, conseguimos reduzir o consumo em até 5% quando comparado aos modelos Euro III.”

Esta é mais um lançamento da geração Ecoline, nova linha de produtos com motorização Euro V que está sendo lançada pela Iveco no Brasil entre 2012 e 2014. Fruto do maior desenvolvimento de engenharia realizado pela empresa fora da Europa, esta linha de produtos envolveu mais de dois anos de trabalho, 300 engenheiros e técnicos, 120 protótipos e testes de durabilidade de mais de cinco milhões de quilômetros.

BAIXO CUSTO DE MANUTENÇÃO

Outra demanda importante do projeto do novo Iveco Tector foi otimizar os já reduzidos custos de manutenção do modelo. “Este custo é composto por um conjunto de fatores, como intervalos de manutenção e preço de peças e de componentes”, lembra Mauricio Gouveia, diretor de Pós-Venda da Iveco. “Além da durabilidade garantida pelo desenvolvimento, decisões de engenharia foram adotadas para reduzir os custos de manutenção, como cubos banhados a óleo, ajustador automático das lonas de freio, entre outros”, enumera Gouveia.

Gouveia acrescenta que a Iveco adotou o óleo sintético para motor, transmissão e eixos, e explica que esse tipo de óleo garante maior proteção aos componentes internos do trem de força, o que aumenta a vida útil dos componentes. O lubrificante sintético também permite trocas mais espaçadas, o que resulta em economia e menor número de paradas de manutenção do veículo. Um exemplo é o óleo do motor, antes trocado aos 40.000 km, agora só precisa ser substituído aos 60.000 km. O óleo da transmissão, que tinha intervalo de troca a cada 120.000 km, agora pede substituição apenas aos 800.000 km. A troca do óleo do eixo traseiro passou de um intervalo de 1 20.000 km para 480.000 km.

“A economia vem pelo número menor de trocas de óleo e pelos intervalos maiores entre as paradas ao longo da vida do modelo, que somadas, resultam em menores custos e maior produtividade”, finaliza Gouveia.

Serviço – CONCRETE SHOW
29 a 31 de Agosto
Centro de Exposições Imigrantes
São Paulo (SP)

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