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DF Racing Fans coloca três caminhões na zona de pontos em Curitiba. Em sua “estreia de verdade” na categoria, David Muffato completa o Top-10 de uma corrida dominada pelos pilotos paranaenses

A segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck, disputada na tarde deste domingo em Curitiba (PR), comprovou, mais uma vez, o potencial dos caminhões da equipe DF Racing Fans. Depois de uma série de contratempos na sexta-feira e no sábado, David Muffato, Djalma Fogaça e Raijan Mascarello apostaram no rendimento dos Ford Cargo para concluir, com sucesso, uma prova de recuperação. Depois de 60 minutos de corrida na capital paranaense, os três terminaram na zona de pontos.

O desempenho de David Muffato foi um dos destaques neste domingo dominado pelos pilotos paranaenses – com a vitória de Leandro Totti e o segundo lugar de Wellington Cirino. Na prova que considerou como sua “estreia de verdade” na Fórmula Truck, Muffato comprovou sua rápida adaptação à categoria e completou o Top-10 da prova. Marcando seus primeiros pontos mesmo tendo de pagar uma punição por excesso de velocidade no trecho do radar.

“O caminhão tinha um ótimo desempenho de motor, mas não tinha equilíbrio. Tive que adaptar minha pilotagem, inclusive antecipando as freadas, por quê estava realmente difícil de guiar. Mesmo assim tive um ritmo muito bom para ganhar posições e poderia ter terminado ainda mais à frente se não fosse a punição pelo radar”, comentou Muffato. “Foi muito bom marcar esses pontos para mim e para a equipe. E muito bom, acima de tudo, completar uma corrida e entender melhor como é o ritmo de prova na Fórmula Truck. Foi uma prova de grande aprendizado”, completou.

Quem também apresentou ritmo para brigar entre os dez mais rápidos foi Djalma Fogaça que, assim como Muffato, precisou pagar uma punição por excesso de velocidade no trecho de radar. Quando voltou dos boxes, o piloto e diretor da equipe virava tempos de volta próximos aos dos líderes e apresentava grande progressão no pelotão intermediário.

“Era corrida para brigar pelo pódio. Mas acabei excedendo a velocidade no radar justamente pela confiança de ter um caminhão muito bom. Estava tentando ultrapassar o Fabiano Brito, para aproveitar a vantagem que tinha no contorno das curvas, quando ultrapassei em 1 km/h a velocidade máxima. Mas foi ótimo ver os caminhões mostrando potencial e colocar os três na zona de pontos”, disse Fogaça, 13º colocado.

Raijan Mascarello cruzou a linha de chegada uma posição atrás do companheiro de equipe, depois de uma verdadeira batalha para completar a prova em Curitiba. Ainda na segunda volta, Raijan integrou o grupo de pilotos que saiu da pista por conta do líquido derramado pelo caminhão de Valmir Benavides. A passagem pela área de escape custou ao piloto mato-grossense – que tinha problemas na turbina – seu parachoque dianteiro e uma parada nos boxes.

Com uma volta de atraso em relação aos líderes e com perda de potência, Raijan adotou a estratégia de se manter na pista e ganhar quilometragem com o caminhão. Na última volta, fez a ultrapassagem sobre Ronaldo Kastropil para entrar na zona de pontos e cruzou a linha de chegada no mesmo instante em que o motor de seu caminhão estourou.

“Foi uma corrida das mais difíceis que já fiz na Fórmula Truck. O caminhão estava difícil de guiar, completamente diferente do que era no ano passado. Quando precisei parar nos boxes para tirar o parachoque dianteiro e resolver um problema do motor, decidi voltar à pista para apenas completar a corrida, e acabei somando um ponto. Mas ainda temos muito o que trabalhar e evoluir no caminhão para sermos, de fato, competitivos”, avaliou Mascarello.

A próxima etapa da Fórmula Truck será no dia 18 de maio, no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Confira como terminou a prova deste domingo em Curitiba:

1) Leandro Totti – 1:00:12.574
2) Wellington Cirino – a 0.062
3) Felipe Giaffone – a 0.806
4) Geraldo Piquet – a 3.829
5) Diogo Pachenki – a 4.776
6) Danilo Dirani – a 5.521
7) Beto Monteiro – a 5.997
8) Fabiano Brito – a 6.856
9) André Marques – a 7.354
10) David Muffato – a 9.331
11) Luiz Lopes – a 9.700
12) Marcello Cesquim – a 10.312
13) Djalma Fogaça – a 14.383
14) Raijan Mascarello – a 1 volta
15) Ronaldo Kastropil – a 1 volta
16) Jaidson Zini – a 2 voltas
17) Jansen Bueno – a 3 voltas
18) Debora Rodrigues – a 4 voltas
19) Valmir Benavides – a 5 voltas
20) Paulo Salustiano – a 8 voltas
21) Michelle de Jesus – a 8 voltas
22) João Maistro – a 9 voltas
23) Roberval Andrade – a 10 voltas
24) Leandro Reis – a 17 voltas
25) Renato Martins – a 18 voltas
26) Pedro Muffato – a 20 voltas

Melhor Volta: Paulo Salustiano (55), 1:42.074 (média de 130.3 km/h), na 9ª volta


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