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‘O mercado de motocicleta no Brasil: está na hora de comprar?’ Por Fernando Medeiros

O Brasil está vivendo um momento econômico delicado, com pressão da inflação, valorização do real e os elevados estoques nos pátios das fábricas e das concessionárias de motocicletas, tem colocado o poder de negociação nas mãos do consumidor, o que revela um bom momento para compra.

O mercado de motocicleta retraiu 19% desde 2010, saindo de uma média mensal de emplacamentos de 150.334 motos em 2010, para 121.768 em 2014. Mas, é preciso considerar que o mercado está dividido em dois grandes segmentos, que passam por situações completamente diferentes.

Estes dois grandes segmentos são: Alta Cilindrada – Nele estão inseridas as motos grandes, potentes e, portanto, mais caras. É o que chamamos de segmento de Motocicletas Premium (acima de 500 cc). Baixa Cilindrada – segmento de motos menores, urbanas, que resolvem os nossos problemas quando a questão é tempo e distância.

É importante separá-los, porque apesar de ambos sofrerem enorme influência dos financiamentos, a lógica de compra e perfil de consumidores são bem diferente e, são justamente estas diferenças que têm se mostrado determinantes nos resultados que fabricantes e concessionários têm obtido.

No segmento de baixa cilindrada, a concorrência está mais acirrada. A necessidade de baixar estoques, recuperar os volumes perdidos e se antecipar ao período da Copa do Mundo tem despertado a criatividade e agressividade comercial de fabricantes e concessionários, portanto melhorado a condição de compra. O número de promoções tem se multiplicado.

Outro motivo para antecipar a decisão de compra é a tendência de aumento nos juros. Apesar da recente alta dos juros, ainda há boas taxas no mercado, principalmente nas instituições onde o consumidor já tem relacionamento.

O problema é que o crédito para financiamento está mais restrito e seletivo, portanto, se sua esperança é conseguir um financiamento de 100% do valor da moto, com prazo maior do que 36 meses para que a parcela caiba no bolso, deve rever seus planos. Neste caso, o melhor é optar por outra modalidade de compra, o consórcio.

Esta é uma opção interessante por não contar com a cobrança de juros, mas é necessário ficar atento aos percentuais da taxa de administração que varia entre as administradoras. Consórcio é a segunda modalidade mais utilizada no País para a aquisição de motocicletas, perdendo apenas para o financiamento. Porém, é preciso ter um pouco de paciência e poupar dinheiro para um lance em médio prazo.

Já, se você está com dinheiro no bolso para dar uma boa entrada, conseguirá excelentes negócios e, dependendo do modelo que deseja, até sem juros para o saldo devedor ou parcelando o saldo no cartão para evitar a cobrança de taxas e burocracias do financiamento.

O mercado de motos “encolheu” nos últimos anos justamente por excesso de inadimplência, e redução na concessão de crédito.

Os bancos se retraíram, revisaram processos e critérios e passaram a operar com muito mais informação e menos “apetite”. Agora eles disputam muito mais no campo da qualidade do que na quantidade. Isto significa que toda instituição financeira deseja o cliente que representa baixíssimo risco de inadimplência.

É preciso fazer conta, avaliar bem as possibilidades e partir para uma boa pesquisa e negociação. Mas, o mais importante é dar um passo do “tamanho que a perna possa alcançar”, pois o caminho para sair do financiamento ou consórcio é quase sempre muito custoso e desgastante.

Boa sorte e boa compra, se for este o seu caso!

Fernando Medeiros é diretor executivo da ASSOHONDA.


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