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Shell Eco-marathon Américas começa amanhã com cinco equipes brasileiras disputando o pódio

Cinco equipes de universidades brasileiras estão em Houston (Texas, Estados Unidos) fazendo os últimos ajustes em seus protótipos para a Shell Eco-marathon Américas, competição de eficiência energética que ocorre anualmente nos Estados Unidos. Entre os dias 25 e 27 de abril, mais de 1.000 estudantes vindos de Estados Unidos, Canadá, México, Guatemala e Brasil disputarão a competição que em 2013 teve o recorde de 1.525 quilômetros percorridos com apenas um litro de gasolina – o equivalente a distância entre Rio de Janeiro e Porto Alegre.

“Estamos muito satisfeitos com o aumento no número de universidades brasileiras participantes – em 2013 foram três – pois isso reflete o avanço da pesquisa energética no país”, analisa Leíse Duarte, gerente de Investimentos Sociais da Shell Brasil. A disputa, que terá o Brasil como o único representante da América do Sul, é considerada a maior da categoria, e desafia escolas e universidades a criarem protótipos que percorram a maior distância com a menor quantidade de energia.

Equipes brasileiras de diferentes regiões se preparam para a competição: três vindas de Minas Gerais, uma de São Paulo e outra de Santa Catarina. “Esperamos uma competição de alto nível, assim como foi no ano passado”, conta Leandro Bezerra, líder da equipe ECOFET, do CEFET-MG, que em 2013 conquistou a 4ª posição na categoria etanol. Este ano, a ECOFET amplia a participação na Shell Eco-marathon Américas e levará, além do veículo movido a etanol, um protótipo elétrico.

Outra universidade que repetirá a participação na Shell Eco-marathon Américas é a Universidade Federal de Itajubá (Minas Gerais), que irá com o veículo Black Volt, movido a bateria elétrica. “Aproveitaremos a viagem para aprender sobre tecnologias que não são muito acessíveis no Brasil”, comenta Lucas Balestrassi, líder da equipe. “No projeto, adquirimos uma bagagem técnica muito importante para nossa formação como profissionais da área tecnológica”, completa o estudante.

Novatos na disputa, estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, estão otimistas: “A Shell Eco-marathon é o maior evento deste gênero no mundo, e estamos ansiosos para competir com outras tecnologias”, comenta Rafael Fiori, líder da equipe paulista. A quinta equipe brasileira é composta por alunos da Universidade Federal de Santa Catarina, que competem com um modelo movido a gasolina e têm como meta fazer 800 quilômetros por litro de combustível.

O Brasil já ocupou o primeiro lugar no pódio da Shell Eco-marathon Américas. Em 2009, o projeto da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) venceu o prêmio Design na competição com seu modelo inovador e arrojado, batizado de Sabiá 6. Desenvolvido pelo Centro de Pesquisas da Escola de Design, o veículo foi inspirado em carros Bugattis da década de 30 e no super-herói Homem de Ferro.


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