Estudo realizado pela DEKRA alerta sobre o perigo de dirigir e usar o celular. No Dia do Motorista, levantamento feito pela empresa aponta o telefone como um dos grandes vilões no trânsito mundial

A DEKRA – multinacional alemã, presente em mais de 50 países e líder mundial em serviços para o mercado automotivo – aproveita o Dia do Motorista, comemorado em 25 de julho, para fazer um alerta. Uma pequena distração ao volante, mesmo que brevíssima, pode ter consequências graves e até fatais. Atualmente, o número de condutores que se envolvem em acidentes de trânsito por conta da falta de atenção é grande. Entre os motivos está, principalmente, o uso de telefones celulares e smartphones.

Levantamento realizado recentemente pela DEKRA, com 10 mil motoristas em toda a Alemanha, mostrou que 3% deles utilizam o celular enquanto dirigem. Os registros de imprudência correspondem aos condutores que fizeram chamadas de celulares sem utilizar aparelhos que deixassem suas mãos livres, como o Bluetooth®, assumindo, assim, o risco de provocar um acidente.

“Falar ao telefone sem o dispositivo, bem como escrever mensagens, é muito perigoso. Uma pequena distração pode ter consequências fatais. Se a pessoa estiver dirigindo a 50 km por hora, por exemplo, e tirar os olhos da estrada por apenas dois segundos, terá percorrido quase 28 metros sem enxergar absolutamente nada. Isso pode provocar um acidente desastroso”, afirma Fernando Masetti, gerente de Varejo da DEKRA.

Outro dado interessante, observado no estudo realizado pela DEKRA, é o fato do nível de distração no trânsito em decorrência do uso do celular ser maior nos dias úteis, quando comparado com os finais de semana (2,1% aos sábados e de 1,9% aos domingos). De segunda a sexta-feira, mais especificamente no “horário de pico” – entre 7h e 9h -, o uso do aparelho sem a tecnologia Bluetooth® é de 3,4%, enquanto que, das 15h às 17h, o índice é de 3,3%.

O problema não é apenas da Alemanha. A utilização dessas tecnologias vem se popularizando cada vez mais. No mundo, deve-se igualar ao total de habitantes até o fim deste ano. Ou seja, aproximadamente sete bilhões de linhas celulares, segundo dados UIT (União Internacional de Telecomunicações). Somente no Brasil, a quantidade de aparelhos ativos chega a 264 milhões, de acordo com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

No final do ano passado, o governo brasileiro lançou a campanha publicitária “Parada Celular 2013”, uma das atividades do Pacto Nacional pela Redução de Acidentes (Parada), que incentiva a educação, conscientização, sensibilização e promoção de mudanças de atitude no trânsito.

A “Parada Celular 2013” utilizou algumas situações de risco para retratar que o hábito de usar o celular no trânsito é perigoso: um açougueiro cortando carne enquanto fala ao celular; um marceneiro utilizando uma motosserra também falando ao celular; e uma médica operando um paciente atendendo ao telefone.

Hoje, existem algumas tecnologias que podem auxiliar os condutores como Bluetooth®, chamada de voz, entre outros. Entretanto, a DEKRA recomenda que esta prática não seja utilizada com frequência. “O ideal é não usar o celular enquanto dirige. Se for uma situação emergencial, a orientação é estacionar em um ponto de apoio seguro e efetuar a ligação”, explica Masetti.

O alerta feito pela DEKRA se faz cada vez mais necessário. De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), 84% dos motoristas admitem usar o aparelho enquanto estão dirigindo, apesar de todos os entrevistados concordarem que falar ao celular aumenta as chances de acidentes



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