17ª TranspoSul apresenta cenário do transporte europeu com palestrante internacional

Referência em transportes rodoviários, a Euro pa foi t ema de palestra na tarde desta quinta-feira (25), durante a 17ª TranspoSul, promovida pelo Setcergs. Gustavo Paulo Duarte, presidente da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias em Portugal (ANTRAM), falou sobre os desafios e conquistas do setor de transportes na União Europeia.

Em Portugal, 90% das empresas do setor possui base familiar, segundo Duarte. Porém, elas começaram a perceber que, se não se profissionalizassem e capacitassem seus funcionários em boas práticas, ficariam para trás. Com regras mais rígidas para abrir empresas e renovar as frotas, houve uma especialização maior das grandes e tendência das pequenas a não sobreviverem. “Isto não é bom, é preciso diversificar. Não podemos depender tanto de poucas empresas”, destacou Duarte.

O transporte rodoviário na União Europeia corresponde a 90% de todo o transporte de cargas entre a comunidade. Isso se deve a um nível muito bom de infraestrutura e políticas que garantem segurança, fiscalização e boas estradas. Duarte destacou que a tecnologia vem ajudando muito a melhorar a qualidade do serviço. “As carteiras de motoristas possuem chips que armazenam informações por um ano e permitem que as multas sejam aplicadas em qualquer momento em caso de fiscalização. E ela é tão grande que ninguém arrisca”, afirmou. Aplicativos também ajudam os motoristas a encontrarem locais de parada seguros e com infraestrutura adequada. Os armazéns modernos com eficiência energética e fáceis acessos de carga e descarga de mercadorias também possibilitam que se calcule com precisão os tempos de deslocamento.

A questão ambiental também tem ganhado destaque no setor de transportes nos últimos anos. “Temos um sistema de portagens diferenciando classe poluidora do veículo, em que quem polui menos, paga menos pedágios. Isto beneficia a empresa que investe mais”, salientou Duarte. Além disso, há uma legislação que determina que todas as empresas terão que ter até 2018 auditoria energética visando um aumento da eficiência energética.

Entre os desafios do setor estão a criação de um Observatório Econômico que ofereça informações rigorosas sobre o setor e a promoção de políticas setoriais adequadas que definam o setor como estratégico.



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