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Autopeças registra inadimplência maior que a da indústria, revela estudo inédito da Serasa Experian

A inadimplência das empresas do setor de autopeças no país subiu 32,6% em junho deste ano na comparação com o mesmo mês do ano anterior, aponta o Indicador Setorial de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. Já entre janeiro e junho de 2015 houve crescimento de 11,1% em relação ao mesmo período de 2014. Para se ter uma ideia de como as dívidas das empresas de autopeças estão maiores, a inadimplência da indústria (macrosserviços – indústria, comércio, serviço e primário) aumentou 20,9% em junho de 2015, em relação ao mesmo mês do ano anterior, e 9,4% nos seis primeiros meses deste ano, comparando com o mesmo período de 2014.

Segundo os especialistas da Serasa Experian, a crise que atinge a indústria automobilística brasileira justifica a inadimplência do setor de autopeças. A queda nas encomendas das montadoras devido à retração na produção de veículos automotores impacta diretamente as empresas de autopeças que atendem o setor.

A região Norte foi a que registrou a alta mais significativa, com crescimento de 147,9% em junho/2015 em relação a junho/2014. No acumulado do primeiro semestre deste ano, a inadimplência da região sofreu aumento de 20% na comparação com o mesmo período do ano passado. A alta da inadimplência da indústria no Norte, nos mesmos períodos analisados, foi de, respectivamente, 20,6% e 8,3%.

O Sudeste é a segunda região brasileira com maior aumento de inadimplência no setor autopeças. Ainda de acordo com o indicador, o aumento foi de 34% em junho/2015 comparando-se com junho/2014. Na checagem entre os primeiros semestres de 2015 e 2014, o crescimento foi de 13,1%. Já a indústria respondeu pela alta de 22% da inadimplência em junho deste ano em relação a junho de 2014 e pelo aumento de 11,3% no acumulado de janeiro a junho/2015 em relação ao mesmo período de 2014.

O Sul vem em terceiro lugar, com junho/2015 marcando 30,9% de avanço da inadimplência das empresas de autopeças sobre o mês correspondente de 2014 e com alta de 11,8% no acumulado entre janeiro e junho de 2015 comparando com igual período de 2014. O aumento da inadimplência da indústria nos mesmos intervalos foi respectivamente de 25,5% e 9,1%.

No Nordeste a inadimplência do setor de autopeças teve crescimento de 21,4% em junho deste ano, em relação a junho do ano passado. Já na checagem entre os primeiros semestres de 2015 e 2014 registrou-se queda de 16,6%. A inadimplência da indústria na região apresentou aumento de 9,3% em junho/2015 comparando com junho/2014 e, no acumulado entre janeiro e junho de 2015, em relação aos seis primeiros meses de 2014, cresceu 6,5%.

Apenas o Centro-oeste apresentou queda na inadimplência das empresas de autopeças, com 12,3% de baixa em junho/2015 em relação a junho/2014 e 25,4% no acumulado do primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Foi a única região do país na qual a inadimplência da indústria ficou na frente da inadimplência das empresas de autopeças: em junho/2015, a indústria registrou aumento de 19,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior e a inadimplência acumulada entre janeiro e junho/2015 cresceu 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Metodologia
O Indicador Setorial de Inadimplência das Empresas mede a variação mensal de inclusão de apontamentos negativos registrados contra empresas, agrupadas em 300 setores de atividade nas cinco regiões do Brasil. Como apontamentos negativos, são considerados: cheques devolvidos por falta de fundos (2ª devolução), títulos protestados, dívidas em atraso junto a instituições financeiras e não financeiras.

O indicador apresenta o comportamento dos segmentos da economia em relação a seu desempenho em termos da não realização dos compromissos financeiros assumidos, mostrando o quanto as empresas de um determinado setor e região estão inadimplentes para com seus fornecedores e credores em geral.


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