‘De volta à prancheta’ – por Felipe Madeira

Precisamos enriquecer a nossa conversa sobre o futuro. Muitos de nós vivem o atual momento em modo de sobrevivência. Esperam a fase complicada passar e se preparam para caso seja necessário perder, que seja pouco. Dessa forma, estamos adiando uma passagem obrigatória pelo planejamento sustentável. Este posicionamento, ainda que compreensível, na melhor das hipóteses nos fará passar pela crise e seguir na recuperação pós-problema. Os que conseguirem se sair bem nessa empreitada se mostrarão capazes de enfrentar turbulências e estarão seguramente à frente dos demais para enfrentar a próxima tempestade. Não seria hora de pensar se isso não é pouco?

A política e a economia de nosso País sempre nos mostraram que são boas ajudas na formação de gerentes, empresários e empreendedores capazes de enfrentar grandes problemas. Mas será que é esse o nosso destino? Deixaremos para o futuro somente mais competências para nos virar em águas turbulentas? Vamos girar em círculos, e o nosso crescimento como nação será posto de lado.

Todos que se incomodam com essa constatação de destino medíocre devem ainda buscar uma ou mais alternativas para que possamos ampliar a nossa visão sobre as opções que estamos nos esquecendo de analisar e desenvolver. Portanto, convoco a todos para mais um debate, um fórum de conversas e explanações, do qual sairemos com um objetivo mais nobre. Acreditamos que escrever o futuro não é apenas mais uma função da estratégia empresarial da indústria brasileira. O momento de hoje nos pede para ver esse tema como uma questão de sustentabilidade. Sabemos que a nossa atividade industrial, para se manter importante nos cenários doméstico e internacional, deve obrigatoriamente se reinventar.

Precisamos ter uma grande meta de mostrar as nossas competências, mas não somente em se recuperar de crises, como também em fazer a diferença. Nosso lugar é merecido, mas deve ser conquistado. Os agentes e as dificuldades não atenuaram sua influência em nosso negócio, mas nos chamam para pensar diferente. Cada vez mais operar no mercado de manufatura brasileiro é um desafio para grandes. E temos condições de sermos grandes.

No 12º Simpósio SAE BRASIL de Tendências, teremos a chance de analisar a questão por outro prisma. Teremos a presença de palestrantes de entidades como FIEMG (Federação das Indústrias de Minas Gerais) e Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), que nos provocarão com o choque de realidade que estamos vivendo sem medir as duras palavras, às quais devemos ter atenção se quisermos mudar.

Iremos rever o atual e badalado conceito que determina a nova revolução industrial, a Indústria 4.0, que está chegando perto de nossas fronteiras, mas se não estivermos antenados alguém irá nos ultrapassar. Rockwell e o Instituto Avançado de Robótica irão nos mostrar como os equipamentos estarão integrados e conectados entre si neste novo ambiente da manufatura e, principalmente, como capacitar nossas empresas para não perder mais essa novidade que pode muito bem ser transformada em oportunidade.

Abordaremos ainda os temas referentes ao Inovar-Auto e à Inovação como base da cadeia industrial com profissionais e estudiosos do tema. Para finalizar, teremos a análise de indicadores e projeções da economia para nos ajudar a planejar o ano de 2016. Em nosso simpósio você será convidado a discutir e interagir com palestrantes e público, buscar ideias e soluções, sonhar e lutar para que exista uma luz à frente e repensar tudo o que for necessário, mais uma vez, pelo crivo da inovação. Será dia 12 de novembro de 2015, na Fundação Dom Cabral, em Nova Lima/MG.

Felipe Madeira é engenheiro e chairperson do 12º Simpósio SAE BRASIL de Tendências.



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