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Logística: gestão estratégica da cadeia e motivação da equipe são peças chave para superar a desaceleração econômica

Embora o cenário econômico seja desafiador, ele não impede o desenvolvimento do mercado logístico brasileiro, pelo contrário, abre novas oportunidades em área como copacking, LLP (Lead Logistic Provider), cooperação logística e até mudança de paradigmas nas cadeias produtivas. As estratégias e ações para gerenciar este momento foram o foco da palestra de Javier Bilbao, presidente da DHL Supply Chain Brasil durante o 3.º Congresso Brasileiro de Supply Chain & Logística, evento que ocorreu dias 7 e 8 de março em São Paulo. O Congresso reuniu mais de 300 profissionais do mercado logístico para debater as principais tendências do setor.

Segundo Javier Bilbao, “a otimização de processos logísticos e a eficiência na operação como um todo são fatores que devem ser aliados à motivação da equipe para se enfrentar o atual momento do mercado. Quando adequadamente combinados, esse tripé traz resultados mensuráveis que abrem caminho não apenas para a manutenção, mas a expansão dos negócios”. É o momento de se estar ainda mais próximo ao cliente, o que reforça a necessidade de atenção à equipe de campo, completou.

O executivo lançou mão também de uma metáfora. “Devemos ser como a águia que, frente a uma tormenta, voa ainda mais alto, ficando acima das nuvens, ao contrário de outras aves que se recolhem. Mas para isso, no mundo dos negócios, temos que olhar mais a frente, definir algumas estratégias e traçar um rota clara”, disse. O primeiro passo é superar antigas preconcepções e estar com “os ouvidos abertos”.
Dentro desta filosofia, a DHL Supply Chain está agindo em três linhas principais: Serviços de Copacking, LLP (Lead Logistic Provider) e a busca contínua por excelência operacional. Em Copacking, a DHL tem expandindo atividades como a produção de displays para pontos de venda, de paletes personalizados e montagem de kits, tudo já integrado a operação logística corrente. A empresa está, inclusive, montando um armazém multicliente para a produção de kits para aproveitar as sinergias no processo produtivo. Com ações como esta, a área de Copacking já duplicou de tamanho nos últimos 2 anos. “Além da redução do custo de transporte, conferimos mais eficiência e flexibilidade a toda a operação. Agora, de fato, é preciso superar alguns paradigmas, com o cliente abrindo mão da execução de algumas atividades e colaborando com outras empresas”, disse Javier Bilbao.

Já a adoção de um modelo LLP, em que um parceiro logístico passa a gerir a cadeia de suprimentos do cliente, abre novas perspectivas. “Um olhar independente externo costuma identificar mais oportunidades de captura de sinergias e redução de custos. Pode ser tanto uma mudança estrutural da cadeia de suprimentos, como uma melhora na operação, com uma gestão mais harmônica e sistêmica dos fornecedores envolvidos”, explica o presidente da DHL Supply Chain Brasil.

A busca contínua pela excelência operacional faz parte da cultura da DHL, mas desde 2014, a empresa vem trabalhando no Brasil em uma nova metodologia chamada OMS (Operational Management System). Essa metodologia incorpora técnicas conhecidas de revisão e aprimoramento de processos em um ciclo completo e abrangente. Outros aspectos fundamentais são o engajamento e formação especializada dos colaboradores, fortalecidos através da plataforma CSCS (Certified Supply Chain Specialist). Com uma agenda intensa baseada nos principais elementos da cadeia logística e, principalmente, nas atitudes de “posso fazer”, “paixão” e “fazer certo da primeira vez”, o CSCS visa fortalecer o engajamento e envolvimento dos colaboradores com a empresa, clientes e comunidade, além de promover o melhor potencial de cada um dos colaboradores, independente da f unção.

“O programa promove uma mudança de cultura na organização, atitude e envolvimento dos colaboradores, que sentem-se ainda mais conectados com a empresa através da valorização e reconhecimento de suas atividades para a cadeia de suprimentos. Como consequência disso temos a melhoria de indicadores de produtividade, redução de retrabalhos e erros e, sem dúvida, na melhoria do ambiente corporativo de forma geral. Isso é importante, pois traz ganhos também em nossos projetos de melhoria e impactos positivos para o cliente”, completa o presidente da DHL Supply Chain Brasil.

Paralelamente, projetos de voluntariado corporativo como o Formare (formação profissional em logística para jovens carentes de Louveira, Osasco e Itatiaia) e o Dhedicar (reforço escolar e iniciação profissional para adolescentes da periferia de São Paulo) reforçam o relacionamento com a comunidade e o apoio educacional, uma das diretrizes da política de responsabilidade social da DHL.


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