‘Certificação é condição para a oficina crescer’ – por Ingo Pelikan e Sérgio Fabiano

Hoje a frota brasileira circulante conta com aproximadamente 45 milhões de veículos, dos quais 90% possuem, pelo menos, mais de dois anos de uso. Como todos sabem neste momento de retração, as perspectivas passam longe da renovação da frota. Prova disso é que somente 2 milhões de veículos serão comercializados no Brasil, na previsão para 2016.

Tal cenário representa uma oportunidade para a área de serviços automotivos, que evidentemente tem o compromisso de manter os padrões de qualidade e segurança adotados pelos segmentos produtivos da cadeia, que contemplam das montadoras aos fabricantes de matéria prima, passando pelos sistemistas e o restante da cadeia.

Fato é que o mesmo rigor de exigências deve chegar às concessionárias, lojas de autopeças e centros de reparação. A sensibilidade dos gestores desta área de serviços automotivos precisa ser aguçada para ao mesmo tempo acompanhar as práticas dos segmentos produtivos para a qualidade e a segurança e atender as altas expectativas do cliente final, ou seja, do consumidor.

Neste sentido, é preciso intensificar, com urgência, o movimento para a implantação de um padrão de qualidade em toda a cadeia automotiva. Pensando nisto, o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, com o apoio do Sindirepa, desenvolveu um trabalho para avaliação e certificação voluntárias das oficinas de reparação. O Instituto entende que a certificação da qualidade é um método robusto e seguro para aprimorar negócios e aumentar a satisfação dos consumidores.

Nesse setor, toda oficina com pelo menos três funcionários pode ser certificada. O foco é aprimorar e melhorar continuamente os processos, dar suporte técnico aos gestores para que adotem conceitos de empresa na administração de seus negócios e, assim, tenham todo o controle dos processos.

Uma vez certificada, a oficina colhe resultados – que não são poucos – como o aumento da satisfação dos clientes; a redução dos custos via eliminação dos desperdícios, sejam de tempo, material, mão de obra ou fluxo de trabalho; a ampliação das possibilidades de permanência no mercado; e a maior interação e o comprometimento da equipe.

Mesmo não sendo obrigatória, a certificação é instrumento de segurança para o cliente porque atesta a qualidade dos serviços, afinal toda oficina certificada passa por uma avaliação bem ampla de um órgão imparcial, idôneo e competente sobre todos os pontos de gestão e organização da empresa, o que possibilita ao gestor ter o controle das informações.

Ter processos adequados é diferencial para a empresa não somente se manter no mercado, mas fisgar novos negócios uma vez que a oficina certificada pode prestar serviços para grandes empresas e órgãos públicos. Dessa maneira, a certificação é vista como passaporte para um mercado mais maduro.

O dono do negócio precisa ter consciência porque a certificação voluntária depende muito de querer e acreditar. Além de vontade, precisa ter cabeça de administrador para conseguir enxergar todos esses benefícios. Com mais de 20 anos de experiência, o IQA sabe que os resultados aparecem à medida que os passos são realizados.

Ingo Pelikan é presidente e Sérgio Fabiano é gerente de Serviços Automotivos do IQA – Instituto da Qualidade Automotiva



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