‘Dirigir ou não dirigir, eis a questão’ – por Frank Sowade

Quando se pensa em mobilidade uma forte tendência futura se liga Inseparavelmente à conectividade, veículos e sistemas inteligentes. Enquanto a era dos carros autônomos se aproxima rapidamente, a engenharia desenvolve sistemas capazes de fazer veículos cada vez mais seguros e agradáveis de conduzir, leves, eficientes e econômicos. Como será então a mobilidade do futuro?

Não é coincidência que os dois maiores fóruns de engenharia do segmento em âmbito mundial, o SAE 2016 World Congress and Exibition, promovido pela SAE International em abril último, e o 25º Congresso e Mostra Internacionais SAE BRASIL de Tecnologia da Mobilidade, marcado para outubro próximo, tenham escolhido discutir temas semelhantes envolvendo o futuro da mobilidade e colocando a conectividade como forte tendência global.

A partir da simples observação da movimentação da indústria da mobilidade, a conclusão a que se chega é que a conectividade permeia o horizonte da engenharia hoje e assim será também no futuro, a médio e longo prazos. A resposta dessa indústria não poderia ser outra, uma vez que o usuário de transporte na era da nova revolução tecnológica que está em curso é, por si só, conectado e não abre mão das vantagens da tecnologia da informação nem enquanto se transporta, seja sobre duas, quatro ou mais rodas e mesmo sobre trilhos e no ar.

Isso explica também o fato de os congressos de engenharia da SAE nos Estados Unidos e no Brasil, como fóruns constituídos para a promoção da sincronia da indústria com o futuro conectado, terem mirado no mesmo alvo. A diferença é que, apesar de toda tecnologia passar por uma indústria que é globalizada, ainda temos muito que fazer para igualar o conhecimento adquirido com as experiências práticas que já acontecem ao redor do mundo.

Estaríamos experimentando a última geração de carros conduzidos totalmente por seres humanos? Agora é o momento para a reflexão e o debate sobre essas questões que poderão mudar o modelo do que conhecemos e chamamos até aqui de veículos.

O futuro dos carros autônomos passa por territórios ainda pouco explorados quando consideramos a complexidade do nosso relacionamento com o veículo. Nesse aspecto em particular acredito que a indústria continuará a caminhar firme na direção de encantar os consumidores, disposta a superar os limites atuais da tecnologia, da segurança e do desempenho energético dos motores, pois aprendeu que a paixão tem seu peso de importância na decisão de compra.

A arte de dirigir em breve poderá se tornar uma escolha e, aqueles incondicionalmente apaixonados e que optam por conduzir em busca de uma experiência reconfortante e envolvente, também fazem parte desse futuro.

Cabe à engenharia e à indústria resolver essa instigante equação para que a cultura do veículo seja sempre aberta e inclusiva. Engenheiros, o desafio está lançado!

Neste ano em que a SAE BRASIL comemora 25 anos de existência dedicados ao fomento da engenharia da mobilidade no País, reconhecemos a necessidade de mergulhar na reflexão desses fatos a fim de enxergar os novos cenários para a nossa indústria.

É precisamente este o foco do 25º Congresso e Mostra Internacionais SAE BRASIL de Tecnologia da Mobilidade, que completa juntamente com nossa entidade o seu jubileu de prata e será o palco da celebração dos 25 anos. Aproveito esta oportunidade para convidá-los a estar conosco no Congresso de 2016, de 25 a 27 de outubro no Expo Center Norte, em São Paulo.

Frank Sowade é presidente da SAE BRASIL



Leia Também:
Anterior:

Próxima: