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Volvo CE: eletrificação de equipamentos de construção é o futuro da indústria

A Volvo Construction Equipment está chamando a atenção internacional com seus protótipos revolucionários. Recentemente, a empresa apresentou a escavadeira de rodas elétrica híbrida da marca, uma máquina que pode oferecer uma melhoria de 50% na eficiência de combustível.

A Volvo CE reforça que a eficiência energética está no topo da agenda da empresa. Chamado de LX1, o protótipo da carregadeira de rodas híbrida proporciona também uma redução significativa das emissões de gases e de ruídos se comparada aos modelos convencionais.

A LX1 incorpora um sistema de transmissão que consiste de motores de acionamento elétricos montados nas rodas; hidráulica elétrica; um sistema de armazenamento de energia; um motor diesel significativamente menor e uma nova arquitetura de máquina. É esta combinação que permite o ganho substancial na eficiência de combustível. Com 98% de peças novas e um desenho de máquina essencialmente novo, é capaz de realizar o trabalho de uma carregadeira de rodas de um tamanho maior. Nesta fase, a LX1 faz parte de um projeto de pesquisa e não está comercialmente disponível.

Perspectivas

O Grupo Volvo define eletromobilidade como “veículos e máquinas comerciais capazes de utilizar um motor elétrico para propulsão ou para realizar o objetivo principal do equipamento”. Um híbrido é classificado como uma máquina que usa mais de uma fonte de energia e capta e reutiliza energia que, de outra forma, seria desperdiçada. É um pré-requisito que a máquina tenha capacidade de armazenamento de energia para ser considerada como um verdadeiro híbrido.

A Volvo CE iniciou a sua jornada em eletromobilidade e tecnologia híbrida em 1998. A empresa tem planos a longo prazo de desenvolver produtos e serviços para eletromobilidade, incluindo híbridos elétricos e canteiros de obras elétricos. “Embora acreditemos que haverá uma grande mudança na tecnologia híbrida elétrica no futuro, os nossos clientes querem melhoria da eficiência agora”, diz Scott Young, gerente do programa de mobilidade elétrica da Volvo CE.

“Precisamos atender às expectativas imediatas dos clientes em termos de Custo Total de Propriedade (CTP). Uma grande parte do CTP é o custo da energia, mas entre outras despesas significativas estão preço de aquisição e de manutenção. Isso ajuda a levar adiante os nossos planos de desenvolvimento de híbridos. Mesmo antes do lançamento de uma máquina como a LX1, pode-se esperar ver elementos deste projeto incorporados aos nossos produtos. Isto dá suporte a desenvolvimentos e necessidades de curto e médio prazo. Enquanto o mercado continua a aceitar inovações, a tecnologia melhora e os custos de novas tecnologias diminui”, explica Young.

Colaboração com clientes

A Volvo CE fez uma parceria com a sua cliente Waste Management para testar a LX1. Maior empresa de serviços ambientais e reciclagem da América do Norte, a Waste Management possui uma das maiores frotas de equipamentos Volvo CE no mundo. Ela atualmente está testando uma máquina convencional para coletar informações para uma base de dados em duas das suas instalações na Califórnia (EUA).

“A Volvo CE é um parceiro estratégico”, diz John Meese, diretor sênior de equipamentos pesados da Waste Management. “Temos uma das maiores frotas de equipamentos de construção da América do Norte e queremos usar a melhor tecnologia disponível para melhorar nossas operações e os serviços aos clientes. Quando fomos apresentados à LX1 sabíamos que queríamos trabalhar com a Volvo CE para testar o conceito nos ambientes em que atuamos. Esperamos reduzir o uso de combustíveis fósseis e as emissões, além de diminuir os ruídos”, observa.

“Embora seja possível perceber níveis relativamente elevados de economia de combustível e ganhos de produtividade na forma de protótipo, quando se trata de produção em série é necessário considerar custo e o retorno do investimento”, diz o gerente.

“As tecnologias híbridas ainda são uma solução relativamente cara e sua adoção é lenta. O benefício das máquinas híbridas atuais não é significativamente maior do que o das com tecnologias convencionais. Mas o custo dos sistemas de armazenamento de energia está cada vez menor, assim como outras tecnologias, e os híbridos começam a ficar mais atraentes financeiramente”, explica.

Ele afirma que há oportunidades para otimizar ainda mais a tecnologia convencional e que estes desenvolvimentos irão competir com a tecnologia híbrida por alguns anos. “Apesar disso, estamos atualmente em um período de crescimento exponencial da tecnologia e acredito que essa mudança na indústria irá ocorrer em um ritmo mais rápido do que as outras no passado”, finaliza Young.


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