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FPT Industrial conclui desenvolvimento de 49 novas versões de motores para atender ao MAR-I

A FPT Industrial, uma das principais produtoras de motores diesel do mundo, anuncia a conclusão do processo de modernização dos motores destinados aos setores de construção e agrícola, que passam a contar com tecnologias que permitem menores níveis de emissões de poluentes e de ruído. Em novembro a empresa concluiu os testes para homologação do último motor em conformidade com a legislação MAR-I (Tier 3), de um total de 49 novas versões. Foram dois anos de um intenso trabalho de engenharia que envolveu as plantas do Brasil, Argentina e Europa. Com investimentos significativos, a marca desenvolveu o maior portfólio de motores do mercado em conformidade com a norma PROCONVE/MAR-I (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores para Máquinas Agrícolas e Rodoviárias), que está entrando em vigor no Brasil.

Desde 2015, quando iniciou a produção dos primeiros motores MAR-I no Brasil e na Argentina, a marca já investia no desenvolvimento da tecnologia e preparação das unidades produtivas para chegar em 2017 com portfólio completo para atender ao mercado off road. De acordo com Alexandre Xavier, diretor de engenharia da FPT Industrial na América Latina, “para alcançar a homologação de 49 novas versões, o desenvolvimento deste novo portfólio promoveu a evolução de tecnologias de controle em nossos processos nas plantas industriais da América Latina, que incluíram novos dispositivos em conceito Poka Yokes (dispositivo a prova de erros destinado a evitar a ocorrência de defeitos em processos de fabricação e/ou na utilização de produtos), além do desenvolvimento e validação de novos componentes e novos bancos de provas”, afirma o executivo. No Brasil, a linha de produção de Sete Lagoas produzirá as novas versões dos motores N45 mecânico e N67 nas versões mecânico e eletrônico. Já na linha de Córdoba, Argentina, serão produzidos os modelos N67 e Cursor 9, 10 e 13.

Mtor FTP N45“A FPT é líder em desenvolvimento de tecnologia de emissões em todos os mercados onde atua globalmente, e não somente trouxemos as melhores soluções para o MAR-I como investimos rigorosamente no processo de desenvolvimento regional para oferecer a tecnologia mais adequada ao mercado brasileiro”, ressalta Marco Rangel, Presidente da FPT Industrial na América Latina.

Quando comparados com suas respectivas versões anteriores, os novos motores emitem até 40% menos poluentes. Isso representa a redução de emissão de Material Particulado (MP) na atmosfera em cerca de 1.000 toneladas ao ano e de 12.000 toneladas de Óxidos de Nitrogênio, considerando-se os volumes de produção de máquinas e tratores no mercado brasileiro anualmente. Os novos motores desenvolvidos pela FPT Industrial são validados para operar com diesel S500.

As homologações foram realizadas no centro técnico da FPT em Betim, MG, em dinamômetro para medição de emissões, de acordo com o ciclo NRSC – (Non Road Steady-state Cycle, ou seja ciclo estacionário para equipamentos fora-de-estrada) também conhecido como ciclo de oito pontos. O método utilizou diesel padrão com características controladas de acordo com a nova legislação.

Sobre a legislação PROCONVE/MAR-I

A fase MAR-I entrou em vigor de forma escalonada no mercado brasileiro. A partir de 2015, todos os novos modelos de motores introduzidos no mercado de construção, com potência igual ou superior a 37 kW (50 cv) até 560 kW (761 cv) já deveriam estar enquadrados na norma. Para 2017, todos os modelos com potência igual ou superior a 19 kW (25 cv) até 560 kW (761 cv) devem atender a exigência.

No segmento agrícola a aplicação seguiu regras diferentes. Todos os modelos lançados com potência igual ou superior a 75 kW (101 cv) até 560 kW (761 cv) deverão estar em conformidade a partir de 2017. Em 2019 todos os modelos com potência igual ou superior a 19 kW (25 cv) até 75 kW (101 cv) já devem atender a norma.

De acordo com Alexandre Xavier, a partir do MAR-I o Brasil passa a trabalhar com os mesmos padrões de China e Índia. EUA e Europa já estão em fase mais avançada de emissões com padrões Tier 4B.


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