Publicidade

Flexibilização da lei da rastreabilidade sobre medicamentos não pode se alongar por mais tempo

Com 10 anos de atraso na sua implementação, a lei da rastreabilidade dos medicamentos ganhou recentemente mais um capitulo em sua história: uma revisão que pretende flexibilizar ou limitar a atividade de controle sobre os medicamentos de alto custo ou com necessidade de prescrição médica, além de outras atividades. Para Mayuli Fonseca, diretora de novos negócios da UniHealth Logística Hospitalar, cuja empresa já tem implantado um programa de rastreabilidade de medicamentos há 08 anos, a revisão adia por mais tempo a proposta de implantação, ainda que tenha o objetivo de torná-la mais viável de cumprimento pela indústria farmacêutica.

“Muitas discussões já foram travadas a respeito de perda controle de informações, sobre acesso a dados estratégicos sobre negócios e logística, que tem colocado entraves para a implantação da rastreabilidade pelo mercado, e a proposta de flexibilidade pelo Governo busca um caminho de atenuar estes entraves. Mas, precisa ser acompanhada de perto para que possa ser efetivada o quanto antes”, afirma Mayuli.

O novo prazo para efetivação da rastreabilidade no Brasil é 2021. Porém, a ANVISA já anunciou que irá instituir, em breve, um Grupo de Trabalho para formular um plano de ação para a fase experimental de implantação do Sistema, com prazo para conclusão de 90 dias. Esse grupo estabelecerá a recomendação de quantos medicamentos irão compor essa fase e os critérios para a seleção da lista de empresas e instituições públicas e privadas que participarão dos testes. O prazo será válido a partir da data de publicação da Portaria.

A nova proposta também alterou o item que obrigava as empresas a indicar o caminho do medicamento em tempo real, deixando prazos maiores para os informes, já que muitas regiões do Brasil têmlimitações de acesso de conexão de qualidade à internet.

“Mesmo que neste momento seja previsto uma implementaçãogradativa, a rastreabilidade deve avançar para 100% dos suprimentos, visto que segundo a OMS, 19% dos remédios comercializados no Brasil são ilegais e de cada lote de 100 medicamentos, pelo menos 20 são falsos. Nenhum produto está fora dos riscos de roubo, falsificação e até mesmo erros com necessidade de recall”, reforça Mayuli.

A UniHealth realiza essa atividade há mais 08 anos para instituições privadas e públicas, entre as quais cidades inteiras. “Gerenciamosuma média anual de 10 milhões de itens pelo Brasil, sem contar nossas operações no exterior. Com o uso da rastreabilidade total dos suprimentos, agregados aos nossos demais processos, já conseguimos alcançar mais de 65% de economia em estoque”, conta a diretora da empresa. Mas, ela ainda ressalta que mais do que a economia, o serviço garante uma acuracidade de mais de 98% na administração dos medicamentos aos pacientes, garantindo uma segurança sem precedentes para todos os envolvidos.

“Ainda que a implementação requeira investimentos consistentes, em curto prazo já é possível aferir em relatórios gerenciais os ganhos exponenciais em economicidade e segurança. Sabemos que não é fácil o inicio, mas também sabemos o quanto é efetivo o seu resultado” finaliza.

Sobre a UniHealth Logística Hospitalar

Com mais de 11 anos de atuação e mais de 30 anos de expertise de seu corpo diretivo, a UniHealth Logística Hospitalar realiza a gestão de mais de 100 hospitais e unidades de saúde, atende a mais de 10 mil leitos hospitalares e mais de 5 milhões de requisições por ano.

A empresa, que emprega cerca de 500 colaboradores, mantém um centro de pesquisa e inovação tecnológica que recebeu em 2013 o Prêmio FINEP de inovação.

Para saber mais sobre a empresa, acesse: www.unihealth.com.br


Publicidade


Leia Também:
Anterior:

Próxima:

Publicidade