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VLT no Rio: instrumento de renovação urbana nas cidades

Encerrada na última quinta (09) em São Paulo, a NT Expo – 20 Negócios nos Trilhos movimentou o mercado metroferroviário com debates sobre a retomada de investimentos e diferentes frentes de negócios do setor, como o VLT do Rio de Janeiro. Após um ano de implementação, o VLT carioca foi um dos aspectos estratégicos para a renovação urbana da região central da cidade.

“A mobilidade urbana na cidade do Rio foi muito impactada com os 28 quilômetros de via do VLT, que são totalmente integrados com as outras redes de transporte público”, afirmou o diretor de Desenvolvimento de Negócios na América Latina da Alstom, Cristiano Saito.

João Gouveia, diretor executivo da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), concorda que a implantação de VLT’s é essencial para a revitalização de importantes cidades e regiões do país. “O transporte sobre trilhos é um indutor do desenvolvimento, quando se leva um transporte de qualidade para uma região degradada, automaticamente aquele local passa a ser mais valorizado, as pessoas passam a olhar para ele com mais carinho”, salienta.

Gouveia destaca, inclusive, um projeto exclusivo da associação, em que o objetivo é levar o sistema de VLT para todas as cidades do país que possuem mais de 300 mil habitantes. “Estamos em contato com diversos municípios nacionais que se encaixam neste perfil para mostrar aos seus governantes como um sistema de transporte como este tem potencial para reurbanizar a região e torná-la ainda mais atrativa, como exemplo de operação bem sucedida estamos exibindo todos os benefícios alcançados pelo Rio de Janeiro com a implantação do VLT na capital carioca. As prefeituras de importantes cidades, como Campinas, Cubatão e Palmas, já se mostraram a favor da ideia”, acrescenta o diretor executivo da ANPTrilhos.

O sistema de VLT fornecido pela Alstom ao Rio inclui 32 Citadis (bonde de baixo piso) de 44 metros de comprimento, além do abastecimento de energia e sistemas de sinalização e telecomunicações. O diretor da empresa explica que um dos desafios tecnológicos do projeto foi o desenvolvimento da linha de VLT 100% livre de catenárias. “O sistema APS da Alstom fornece energia pelo solo, por um terceiro trilho posicionado centralmente entre as linhas de operação e também supercapacitores instalados no teto do VLT, que armazenam energia e a regeneram durante a frenagem”, completa.


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