Novas tendências do agenciamento de cargas exigem personalização

Para a especialista Ariane Canestraro, personalizar as solução em logística é imprescindível para se tornar um bom Agente de Cargas

Mais de dois meses após o término das paralisações dos caminhoneiros, quatro medidas provisórias entraram em vigor e três projetos de lei já foram apresentados na Câmara. Entre eles estão duas MPs que interferem ativamente no transporte de cargas, a MP do Frete Mínimo (832/2018) e a MP que isenta o pedágio sobre os eixos suspensos (833/2018).

As discussões entorno das medidas provisórias levantaram o debate sobre a importância de soluções em logísticas personalizadas na intermediação de cargas do comércio exterior, a essência do trabalho de Agente de Cargas. Um planejamento logístico detalhado, estratégias de consolidação de cargas, armazenagem e até a distribuição da mercadoria no país de destino são algumas das funções imprescindíveis para o profissional de Freight Forwarder, o agente de cargas a nível internacional.

Para Ariane Canestraro, especialista em logística e professora da Abracomex, Associação Brasileira de Consultoria em Comércio Exterior, um dos maiores desafios da profissão é encontrar a melhor solução para o transporte de carga, balanceando eficiência, rapidez, segurança e preços. “Ao mover cargas de um ponto a outro do globo, é preciso estar atento a diferentes variáveis. Os principais desafios são a redução de custos, gerenciar a falta de espaço em tempos de alta estação e ter um bom relacionamento com os órgãos anuentes”, explica.

A especialista, que já trabalhou com planejamento de movimentação de carga para mais de 20 países, explica que cada país tem sua legislação própria, seu jeito de trabalhar e sua cultura própria. “É por isso que o Agente de Cargas tem que se capacitar muito, manter-se sempre atualizado, saber falar fluentemente o inglês e ser flexível com as diferenças culturais”, conta.



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