Sem alcançar intento de soltar Lula, manifestantes encerram greve de fome

Sem alcançar o intento de ver o ex-presidente Lula solto, o grupo de sete militantes petistas que estava em greve de fome encerrou neste sábado (25) esse movimento. O ato começou no dia 31 de julho. Foram 26 dias de mobilização dessas pessoas, entre os quais militantes do MST e religiosos. Em manifestações, lideranças do PT trataram os sete como “heróis do povo brasileiro”.

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A mobilização foi encerrada num ato no Centro Cultural de Brasília (CCB), onde o grupo permaneceu durante essas quatro semanas. Foi divulgado um texto no qual os militantes afirmam saírem vitoriosos, apesar de líder petista continuar preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. 

“Teremos ainda muitas batalhas coletivas pela frente, mas temos a certeza que ‘se calarmos, as pedras gritarão!’. Nosso desafio é que a luta atual se transforme em força social capaz de virar o mundo e destruir privilégios” – diz o documento. 

Durante os dias que estiveram mobilizados os cinco homens e as duas mulheres em greve de fome receberam visitas de parlamentares da coligação que apoia a candidatura de Lula e Fernando Haddad e também do ex-ministro José Dirceu, condenado no mensalão e no escândalo da Petrobras. 

A presidente do partido, Gleisi Hoffmann, enviou um vídeo para o encerramento do ato. A senadora afirmou que mesmo não sendo atingido o objetivo da soltura de Lula a mobilização sensibilizou os ministro do STF, que vão ainda julgar a prisão em segunda instância. 

“Vocês conseguiram mobilizar milhares de pessoas, chamar a atenção para a injustiça que está acontecendo no Brasil e com o presidente Lula. Vocês conseguiram ser voz ouvida no STF. E mesmo que os juízes não tenham tomado as providências necessárias, com certeza eles ficaram sensibilizados. Vocês são heróis”, afirmou Gleisi, num vídeo enviado para o ato de encerramento da greve.

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