Placas solares, ‘espigões’ e casa para transexuais: as propostas dos presidenciáveis para moradia

Os presidenciáveis apresentam propostas bem distintas para um problema grave do país: moradia para população de baixa renda.  Alguns citam o assunto de forma genérica e não detalham o que vão fazer. Há quem se quer mencione o tema. Não há nas 81 páginas do programa de governo de Jair Bolsonaro(PSL) a expressão “habitação” ou “moradia”. Mas “arma” aparece 17 vezes. Outros candidatos trazem algumas ideias do que pretendem fazer na área.

É o caso dos “espigões” de Ciro Gomes (PDT) ao uso de placas de energia solar por comunidades vulneráveis de Marina Silva (Rede). De um programa específico para acesso a moradia por transexuais de Guilherme Boulos (PSOL) a promessa de “retrofit” (reforma com melhorias) do governo do PT, em edifícios públicos velhos. 

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Os “espigões” de Ciro

No seu programa, Ciro trata de forma genérica também do problema. Mas numa apresentação para entidades do comércio, o candidato apresentou uma proposta ousada como algo não complicado de executar. Ele defendeu a construção de espécie de “espigões”, ou seja, prédios altos. 

“Pegamos um quarteirão e construímos ali quatro prédios de dez andares, com oito apartamentos por andar em cada”, afirmou Ciro, que facilitaria o pagamento, com créditos especiais, às pessoas de baixa renda.

Energia solar de Marina Silva 

Na proposta de Marina Silva chama atenção a ideia de expandir energia solar nas residências da população menos favorecida. A pretensão é de atingir 1,5 milhão de telhados solares até 2022. 

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“Criaremos um programa de massificação da instalação de unidades de geração de energia solar fotovoltaica distribuída nas cidades e comunidades vulneráveis. Esta política vai gerar novas oportunidades de emprego na produção e instalação dos painéis solares e a possibilidade de geração de renda, com a venda do excedente de energia produzida” , defende a candidata no seu programa de governo intitulado “Brasil justo, ético, próspero e sustentável”. 

Alckmin também ignora o tema

Com apenas nove páginas, as “diretrizes”, assim definidas, de Geraldo Alckmin (PSDB) ignoram o tema. A expressão “moradia” aparece uma única vez num contexto geral de proteção aos idosos. “Oferecer proteção especial para o idoso, mediante programa de combate aos maus tratos, como também de acesso à moradia, educação e cursos profissionalizantes.” 

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Moradias para transexuais

Candidato ligado à causa dos sem-teto, movimento que lidera há anos em São Paulo, Guilherme Boulos lista uma série de promessas. Seu programa é o mais extenso, tem 228 páginas, mas sua execução é bastante difícil. Entre os compromissos, Boulos propõe um programa de moradia e inclusão social para os transexuais que são expulsos de casa por conta dessa condição. 

“Logo que se assumem, muitos jovens são expulsos de casa e enfrentam dificuldades para conseguir moradia, mesmo que temporária. Muitos locatários se recusam a fechar contrato com transexuais, travestis ou casais do mesmo sexo, pois partem da visão preconceituosa de que existe uma promiscuidade especial dessa população, que colocaria em risco ‘a moral e os bons costumes'”, justifica, ao defender a ideia.

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