Conheça o polêmico livro que Bolsonaro tentou mostrar no Jornal Nacional

Entre uma e outra declaração polêmica na entrevista ao vivo ao Jornal Nacional, da TV Globo, o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) mexeu com a curiosidade dos telespectadores ao tentar mostrar um livro, após ser indagado sobre homofobia e preconceito com gays. A publicação, segundo ele, faria parte do chamado ‘kit gay’, material de cunho supostamente educacional para crianças que teria sido distribuído em escolas e bibliotecas do país durante o governo petista de Dilma Rousseff.

O deputado queria mostrar uma gravura de dentro do livro. “Você, pai, tire o filho da sala”, alertando que as imagens eram revoltantes. Antes disso, porém, as câmeras mudaram o enquadramento e passaram a mostrar o candidato de costas, enquanto os apresentadores Willian Bonner e Renata Vasconcelos explicavam a ele que nenhum dos candidatos poderia mostrar documentos ou imagens durante a entrevista.

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Mas o pouco tempo que ele empunhou a publicação foi suficiente para identificar a capa do livro Aparelho sexual e Cia – um guia inusitado para crianças descoladas, tradução do livro da francesa Helene Bruller lançada no Brasil em 2007 e editada pela Companhia das Letras. O livro foi publicado em mais de 10 idiomas, com 1,5 milhão de exemplares vendidos no mundo, mas caiu em desgraça no Brasil ao ser acusado por educadores e religiosos de ensinar crianças a fazer sexo.

A briga de Bolsonaro com esse livro é antiga: em 2016, o deputado federal postou vídeos nas redes sociais em que afirma que a obra é uma “coletânea de absurdos que estimula precocemente as crianças a se interessarem por sexo. É uma porta aberta para a pedofilia”.

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O presidenciável diz que o governo Dilma teria comprado milhares de unidades do livro e as distribuído em escolas públicas. “É uma grana para os companheiros e fica pervertendo seu filho na sala de aula.”

Os vídeos, na época, causaram muita repercussão. A ponto de o Ministério da Educação se manifestar, em nota, não ter qualquer relação com o título. Já o Ministério da Cultura reconheceu ter comprado, em 2011, 28 exemplares dentro do antigo programa Livro Aberto, que não tinha relação com bibliotecas escolares. Lançado em 2004, o programa tinha como meta zerar o número de cidades sem bibliotecas.

Impedido de mostrar o livro ao vivo no JN, Bolsonaro publicou uma foto em seu Twitter após a entrevista para mostrar a tal gravura do livro que ensina sexo nas escolas.

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