Banqueiro, empresário, vaquinha: quem está financiando cada presidenciável

Sete dos 13 candidatos à Presidência já declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter recebido algum tipo de doação para a campanha presidencial. Os valores, atualizados diariamente pelo tribunal, estão sendo declarados aos poucos e já somam R$ 73,1 milhões.

Os candidatos podem arrecadar dinheiro de três formas. A primeira é através de doações de pessoas físicas, incluindo doações dos próprios candidatos. Os presidenciáveis também podem receber dinheiro através dos diretórios nacionais dos partidos – responsáveis pelo repasse do fundo partidário, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) – e de “vaquinhas virtuais”, como são conhecidas as plataformas de financiamento coletivo.

João Amoêdo (Novo) por exemplo, foi o que mais arrecadou nessa última modalidade: R$ 308 mil vieram através de uma plataforma de financiamento coletivo.

Veja o valor arrecadado por cada candidato à Presidência dividido por modalidade

Diretor do Positivo, Oriovisto Guimarães doou R$ 500 mil para Alvaro Dias

Candidato ao Senado pelo estado do Paraná e um dos fundadores do Grupo Positivo, Oriovisto Guimarães (Podemos) doou R$ 500 mil para a campanha de Alvaro Dias (Podemos) à Presidência e outros R$ 500 mil para a própria campanha para o Senado, segundo o TSE.

Além da doação de Oriovisto, Alvaro recebeu R$ 3,2 milhões do Podemos para a campanha.

As doações de executivos do mercado financeiro a Amoêdo

Candidato do Novo à Presidência da República, João Amoêdo já recebeu R$ 495 mil. Desses, pelo menos R$ 135 mil vieram de pessoas ligadas ao mercado financeiro. O restante veio de financiamento coletivo, da direção nacional do partido e R$ 8 mil de doação de dois empresários.

Fundador do Banco BBA (atual Itaú BBA), Fernão Carlos Botelho Bracher doou R$ 50 mil à campanha de Amoêdo. Fernão Bracher é pai do atual presidente do Itaú, Cândido Bracher. Amoêdo fez carreira no BBA, onde foi diretor executivo e membro do conselho de administração – além de vice-presidente do Unibanco, incorporado pelo Itaú em 2008.

DESEJOS PARA O BRASIL: Uma economia rica e competitiva

CEO do Banco ABC Brasil, Anis Chacur Neto é outro que entra na lista dos patrocinadores da campanha. Foi registrada a doação de R$ 50 mil dele. José Eduardo Cintra Lalani, vice-presidente do banco, doou R$ 30 mil. .

O autofinanciamento de Meirelles

O candidato à Presidência Henrique Meirelles (MDB) também aparece como doador. O ex-ministro da Fazenda de Temer doou R$ 20 milhões para a própria campanha para presidente. O MDB tem direito à maior cota dos R$ 1,7 bilhão do fundo partidário: R$ 235 milhões. Apesar disso, o partido espera que Meirelles financie a própria campanha.

Geraldo Alckmin já tem R$ 43,3 milhões à disposição

O PSDB tem a terceira maior cota do fundo especial disponível para seus candidatos. Dos quase R$ 185 milhões garantidos, R$ 43,3 milhões foram transferidos e declarados junto ao TSE para a campanha do presidenciável Geraldo Alckmin.

Filho de ex-presidente João Goulart arrecada dois salários mínimos

Fruto de financiamento coletivo, João Goulart Filho (PPL) arrecadou menos de dois salários mínimos para campanha: R$ 1.800 foram declarados até o momento à Justiça Eleitoral. Contudo, no site Doação Legal, a ‘vaquinha virtual’ chega a quase três salários mínimos: R$ 2.950 arrecadados.

Vaquinha para Ciro Gomes

O presidenciável do PDT, Ciro Gomes, também apresentou à Justiça Eleitoral valores recebidos por financiamento coletivo. O montante declarado é de R$ 53.649. Ele ainda não declarou valores de fundo partidário.

Duas ‘TEDs’ para Marina

Candidata da Rede à Presidência, Marina Silva (Rede)recebeu – em duas transferências eletrônicas feitas pela Direção Nacional do seu partido – o montante de, aproximadamente, R$ 5,6 milhões. Desses, R$ 5.331.278,29 foram declarados via fundo especial e R$ 269.900,00 por outros recursos.

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