O ‘homem do campo’ quis saber: “Você liberaria arma?” Quatro presidenciáveis responderam

O acesso ao porte de arma pelo homem do campo divide a opinião de quatro presidenciáveis que estiveram nessa quarta-feira num encontro com representantes do agronegócio. Na Confederação da Agricultura e Pecuária no Brasil (CNA), o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, mostrou-se o mais enfático na defesa desse direito.

O tucano tenta conquistar o voto dos ruralistas e foi aplaudido pela plateia de produtores rurais quando fez esse anúncio. “Sou a favor que na área rural se tenha o porte de arma. Lembro que meu pai tinha uma espingarda, que ficava em cima do armário. Nem sei se funcionava. Vou criar ainda uma guarda nacional para combater o crime no campo”, afirmou Alckmin. 

Também presente no encontro, Henrique Meirelles (MDB) declarou ser fortemente contra facilitar o acesso às armas, seja para o homem do campo ou para quem vive na cidade. Ele classificou como uma “selvageria” entregar armas para as cidadãos resolverem problemas que são do Estado. 

“Violência se resolve com inteligência. Distribuir arma é voltar à selvageria. ‘Me dá uma metralhadora aí para eu resolver uma invasão’. Dois vizinhos vão resolver a tiro agora?! Teria homicídios em massa nas famílias. Não é assim”. 

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2018/08/29/Republica/Imagens/Vivo/42536028460_9bac288a2e_o.jpgGeraldo Alckmin foi o único presidenciável que declarou ser a favor de armas para produtores ruraisTony Oliveira/CNA

Presidenciável da Rede, Marina Silva também se posicionou contra. Ela participou da conversa com os ruralistas. Marina tem problemas históricos com esse setor desde que ocupou o Ministério do Meio Ambiente no governo Lula.

“A solução para a segurança pública é não permitir que bandidos usem armas, e não distribuir armas para a população se defender sozinha. Desse jeito fica fácil. A pessoa se elege presidente e diz assim: ‘Compre uma arma e defenda sua família’. A sociedade já paga imposto – e caro. Já há hoje o direito de porte de arma em casa, em condições excepcionais. Não precisa mais”, disse Marina. 

O candidato do Podemos, Alvaro Dias, afirmou que é preciso respeitar o resultado do plebiscito realizado no país, em 2005, quando 65% da população se posicionou favorável ao comércio de armas. Porém, ele não é um defensor ardoroso da causa: “Não é com um revólver na cinta que vamos resolver o problema da segurança no país”. 

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2018/08/29/Republica/Imagens/Vivo/44301541852_2170400d59_o.jpgJoão Martins, presidente da CNA, ao Lado de Marina Silva Wenderson Araujo/CNA

Líder das pesquisas na ausência de Lula no páreo, Jair Bolsonaro, do PSL, que não esteve na CNA, tem na defesa da flexibilização do acesso às armas uma de suas principais bandeiras. Quando Alckmin passou a defender o armamento no campo, o deputado-capitão o ironizou. 

“Agora o Alckmin já está defendendo arma para o homem do campo. Apesar de ter me copiado, mostra que ele evoluiu um pouquinho”, disse Bolsonaro, que tem uma disputa particular com o tucano nesta eleição.

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