“Onda laranja” tenta proibir participação de Lula no horário eleitoral

A equipe do presidenciável João Amoêdo (Novo), que batizou seu conjunto de apoiadores como “onda laranja” (cor do Partido Novo), protocolou um pedido ao ministro Luís Roberto Barroso, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com o objetivo de vetar a participação de Lula no horário eleitoral gratuito.

A solicitação é para que o ministro conceda uma liminar neste sentido o quanto antes, já que os programas dos presidenciáveis serão veiculados aos sábados, às terças e às quintas. O primeiro programa vai ao ar neste fim de semana.

Impugnação

Barroso é o relator do pedido de registro de candidatura de Lula, feito no dia 15 de agosto.Houve 17 registros de contestação à candidatura, feitos pela procuradora-geral Raquel Dodge e pelo Novo, entre outros.Lula tem até esta quinta (30) para apresentar sua defesa.

Após a justificativa dos advogados de Lula, caberá ao ministro analisar os autos e levar o caso ao plenário do TSE, para ser debatido com os outros seis colegas da corte.

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A previsão é que o processo entre na pauta do TSE na terça (4) ou, no máximo, na quinta (6). Assim, Lula teria ao menos duas oportunidades de se apresentar como candidato no horário eleitoral gratuito -neste sábado e na próxima terça.

Ao contestar a candidatura do petista, o Novo já havia pedido para Barroso conceder uma liminar “para suspender os supostos direitos inerentes à sua inexistente pretensão de concorrer sub judice”.

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Nesta quinta-feira (29), o partido reiterou o pedido. No documento, assinado pelos advogados Marilda Silveira e Thiago Barbosa, o partido pede ao ministro que suspenda a possibilidade de o petista gastar “recursos oriundos de financiamento público (fundo partidário e fundo especial de financiamento de campanha)”.

O Novo também quer que Barroso vete a participação de Lula em debates “ou mesmo a menção de seu nome como candidato convidado a participar” e também o proíba de realizar “qualquer tipo de propaganda eleitoral”.

Veja na íntegra o pedido de veto elaborado pelo Partido Novo: 

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