O que os candidatos falaram sobre o incêndio no Museu Nacional

Depois do incêndio que destruiu um dos maiores e mais importantes museus de todo o país, o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro, a maioria dos presidenciáveis publicou nas redes sociais declarações lamentando a catástrofe e lembrando a importância do museu para a história. Alguns aproveitaram o fato para atacar adversários. Outros para levantar a bandeira em defesa do patrimônio histórico e para pedir voto indiretamente.

Quem levantou bandeira e pediu voto

Geraldo Alckmin (PSDB) levantou a causa da defesa do patrimônio histórico. “Diante da perda irreparável do maior acervo museológico brasileiro, devemos resgatar o compromisso de zelar permanentemente, com consciência e investimento, pela preservação do patrimônio e da memória do país.”

João Amoêdo (Novo) usou o caso para pedir votos indiretamente: “precisamos nos envolver na política para fazer a diferença e evitar situações lamentáveis como essa”.

Críticas e ataques a opositores

Entre os candidatos que usam o incêndio para atacar opositores está Guilherme Boulos (PSOL). Ele escreveu que estava “muito triste” com o incêndio e atribuiu ao governo Michel Temer a culpa pelo ocorrido. “Muito triste o incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro, atingindo 20 milhões de itens da nossa história. Os cortes criminosos de Temer em recursos da cultura e em investimentos estão condenando nosso futuro e destruindo nosso passado.”

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João Goulart Filho (PPL) manteve o mesmo tom de crítica ao poder público, apesar de não citar nominalmente nenhum nome. “O incêndio do Museu Nacional é um crime contra o patrimônio brasileiro, que tem culpados: os cortes dos últimos governos à ciência, à cultura, à educação”.

Descaso e má gestão

Amoêdo e Marina Silva (Rede) criticaram o descaso com o Museu Nacional e culparam a má gestão e a falta de recursos pelo ocorrido. “Esse é o resultado da falta de gestão e do abandono político que vivemos no Rio de Janeiro e em todo o Brasil”, escreveu o candidato do Novo em sua perfil oficial no Facebook. Já Marina postou: “Infelizmente, dado o estado de penúria financeira da UFRJ e das demais universidades públicas nos últimos três anos, esta era uma tragédia anunciada.”

Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula na corrida presidencial, lamentou o descaso com o patrimônio histórico. “Instituto Butantã, Museu da Língua Portuguesa, Escola de Artes e Ofícios, Museu do Ipiranga e, agora, o Museu Nacional. Lamentável o descaso com o patrimônio histórico.”

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Candidato do PDT, Ciro Gomes compartilhou uma ação que pede o envio de fotos tiradas no museu para criação de um acervo digital fotográfico do local. Ele também aproveitou a postagem para cutucar adversários, sem citar nomes: “esta tragédia que o desgoverno no Brasil permitiu acontecer contra nosso mais caro patrimônio histórico”.

Quem foi mais neutro

Já os demais candidatos apenas relembram a importância do museu e lamentaram o fato. O candidato do Podemos, Alvaro Dias, classificou a tragédia como “dia de profunda tristeza para todos nós”. “Dois séculos de história e cultura, de descobertas científicas, uma coleção que englobava geologia, paleontologia, botânica, zoologia, antropologia biológica, arqueologia, toda uma riqueza que pertencia ao povo brasileiro, e que agora está deixando de existir.”

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Henrique Merielles (MDB) diz que o prédio incendiado foi palco de momentos decisivos da história do país. “Lá viveu a família imperial e foi sediada a primeira Assembleia Constituinte republicana. A história e a cultura são essenciais para compreender o presente e criar um futuro de progresso para o país.”

Quem não comentou

Jair Bolsonaro (PSL), Eymael (DC) e Vera Lúcia (PSTU) não se manifestaram sobre o incêndio em suas redes sociais até as 10 horas da manhã desta segunda-feira (3).

Confira as publicações dos presidenciáveis, incluindo Haddad (provável substituto de Lula):

Alvaro Dias (Podemos)

Ciro Gomes (PDT)

Marina Silva (Rede)

Fernando Haddad (PT)

Geraldo Alckmin (PSDB)

Guilherme Boulos (Psol)

Henrique Meirelles (MDB)

João Amoêdo (Novo)

João Goulart Filho (PPL)

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