PT entra com representação contra Bolsonaro no STF por discurso sobre “fuzilar petralhada”

A coligação O Povo Feliz de Novo – formada pelos partidos PT, PCdoB e PROS – entrou nesta segunda-feira (3) com uma representação contra o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) no Supremo Tribunal Federal (STF) por injúria eleitoral, incitação ao crime e ameaça. A coligação alega que os crimes foram cometidos quando, em um comício no Acre, Bolsonaro disse que os “petralhas” do estado deveriam ser “fuzilados”.

Em um vídeo anexado na petição, Bolsonaro faz um gesto de fuzilamento utilizando um tripé de câmera. “Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre e botar esses picaretas ‘pra correr’ do Acre. Já que eles gostam tanto da Venezuela, essa turma tem que ir pra lá. Só que lá não tem nem mortadela, vão ter que comer capim mesmo”, diz o candidato do PSL no vídeo.

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A coligação encabeçada pelo PT ressalta que o termo “petralha” é usado para se referir de forma pejorativa a pessoas identificadas com pautas de esquerda. O PT usa como argumento o artigo 326 do Código Eleitoral, que diz que é crime “injuriar alguém, na propaganda eleitoral, ou visando a fins de propaganda, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro”.

“Isto é, por mera divergência política, entende o candidato ser necessário o fuzilamento de toda uma parcela da população, o que representa, a um só tempo, os cometimentos dos crimes de ameaça e incitação ao crime”, acrescenta a coligação do PT.

Ao jornal O Globo, a assessoria do deputado disse que o discurso foi uma “brincadeira”.

Outros processos

Bolsonaro já é réu no STF por injúria e incitação ao estupro e por ter dito que não estupraria a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) porque ela não merece. Nesta terça-feira (04), os ministros da 1.ª Turma do STF vão decidir se aceitam uma nova denúncia contra o deputado, por racismo em relação a quilombolas, refugiados e outros grupos. Por enquanto, o placar está empatado e o ministro Alexandre de Moraes deve decidir se Bolsonaro vira réu ou não.

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