Em novo vídeo, Temer ataca Haddad e diz que reforma trabalhista não tira direitos

Em um novo vídeo publicado no Twitter, o presidente Michel Temer voltou a atacar um provável candidato à Presidência da República. O alvo desta vez foi Fernando Haddad (PT), vice na chapa de Lula e o provável substituto do ex-presidente, que teve a sua candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Antes, Temer já havia atacado Geraldo Alckmin, que concorre ao Planalto pelo PSDB. É o terceiro vídeo que o presidente divulga em menos de 24 horas rebatendo críticas que fazem ao seu governo.

O vídeo direcionado a Haddad tem duração de 1 minuto e 47 segundos e foi publicado às 13 horas desta quinta-feira (6). Temer começa o vídeo convidando Haddad para uma conversa: “Você que pode ser candidato a vice-presidente ou presidente da República, não sei bem como serão as coisas”. Depois, defende a legalidade do seu mandato e recomenda que o petista leia a Constituição.

“Mas quero recomendar a você, quando você e seus companheiros me chamam de golpista (…) eu quero que você leia a Constituição, Haddad. Coisa que você fará com toda a tranquilidade. Primeiro, para verificar que na Constituição está escrito que quando um presidente é impedido o vice-presidente constitucionalmente assume.”

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Temer afirma que Haddad está “inventando coisas” e que ninguém quer cumprir as leis hoje em dia. “É que hoje, Haddad, ninguém quer cumprir a Constituição, ninguém quer cumprir lei. As pessoas querem fazer aquilo que você está fazendo. Ou seja, inventar as coisas da sua própria cabeça.”

Reforma trabalhista

Em uma segunda parte do mesmo vídeo, Temer afirma que não tirou direitos dos trabalhadores, defende a reforma trabalhista aprovada em seu governo e volta a recomendar que Haddad leia a Constituição.

“Até indico o artigo para você, Haddad. É o artigo sétimo, da Constituição Federal, que tem um longo elenco de medidas protetoras do trabalhador. Ninguém pode alterar essas medidas, Haddad. Não adianta você dizer que a gente retirou direitos dos trabalhadores, porque eles estão na lei maior, estão na Constituição.”

O PT é um dos maiores críticos da reforma trabalhista aprovada no governo Temer e afirma que vai revogá-la caso o partido chegue novamente ao Planalto, pois considera que ela tirou direitos dos empregados.

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Temer termina o vídeo dizendo: “Se você algum dia ocupar algum cargo, você vai ter que colocar a Constituição ao lado e segui-la, como eu sigo e estou agora relatando a você”. E dá um aviso: “Tome cuidado Haddad. Tenha cuidado”.

Antes, alvo foi o Alckmin

Antes de atacar Haddad, o alvo foi o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Temer publicou na noite de quarta-feira (6) um vídeo afirmando que o tucano diz “falsidades” e vinculou aliados do ex-governador à administração emedebista. O presidente acusou Alckmin de ser injusto com as siglas que o apoiam na disputa presidencial, conhecidas como “Centrão”.

“Eu me dirijo a você [Alckmin] pelas falsidades que você tem colocado em seu programa eleitoral. E eu não posso silenciar em homenagem ao povo brasileiro”, disse no primeiro vídeo, de 1m57s.

Depois, na manhã desta quinta, publicou um novo vídeo criticando Alckmin. “Volto a falar com você para dizer como o PSDB me ajudou no governo”, diz Temer, antes de elencar todos os ministros tucanos que nomeou. “Eu levei o PSDB para dentro do Palácio do Planalto (…). Não faça como os que falseiam, que mentem para pedir votos.”

Temer diz no segundo vídeo que, graças ao trabalho que fizeram no governo dele, tucanos como Bruno Araújo (PSDB-PE) e Antonio Imbassahy (PSDB-BA) podem pedir votos e apoiar a candidatura presidencial do PSDB em seus estados.

Mesma roupa

Nos três vídeos, Temer aparece com o mesmo terno e gravata. O cenário de fundo também é o mesmo.

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