Em estado grave, mas estável, Bolsonaro começa recuperação no Albert Einstein

O deputado federal e candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) chegou ao hospital Albert Einstein, em São Paulo, às 10h40 desta sexta-feira (7). Ele foi recebido pela equipe médica sob gritos de apoiadores, após viagem de avião e ambulância desde Juiz de Fora (MG), onde foi esfaqueado nesta quinta (6).

De acordo com a assessoria do hospital paulistano, Bolsonaro chegou na mesma situação que estava: em estado grave, mas estável. Ele vai passar por uma nova bateria de exames e o primeiro boletim de saúde deve ser divulgado às 14 horas.

O diretor médico do plantão é o cirurgião Miguel Cendoroglo. Ele vai chefiar a equipe de atendimento de Bolsonaro, cujos nomes serão confirmados à tarde.

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O filho do candidato e deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL) afirmou que o pai saiu de Minas Gerais rindo, fez sinal de positivo e disse “pode ficar tranquilo”. “‘Vamos nessa, Brasil’, do jeito dele, né?”, disse. O deputado não falou sobre campanha eleitoral. “O pior já passou, então agora a gente fica otimista e quando for normalizando a situação dele a gente vê quais são os próximos passos que a gente vai dar.” 

Flávio deixou a Santa Casa a pé, aos gritos de “mito, mito” por militares que participam do desfile de 7 de setembro na cidade. O evento ocorreu na avenida em frente ao hospital, no momento em que Bolsonaro saía do hospital.

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Ele saiu da Santa Casa de Misericórdia em uma UTI móvel, por volta das 8h20, após permanecer cerca de 17 horas no hospital. Segundo a diretora médica e técnica da Santa Casa, Eunice Dantas, seu estado de saúde é “hemodinamicamente estável”, o que significa que seus órgãos estão funcionando normalmente, porém em observação. “Ele apresenta excelentes recuperação e condições clínicas”, disse ela. 

De acordo com os médicos, ele chegou em estado de choque, foi atendido na emergência e passou por uma grande cirurgia. Segundo Dantas, ele perdeu 40% do sangue do corpo, cerca de 2,5 litros, e recebeu quatro bolsas de sangue. 

Ela avalia uma possível alta hospitalar em sete a dez dias. Também diz que a retirada da colostomia, uma comunicação do intestino grosso e o exterior através da barriga, em dois a três meses, se tudo correr bem. Os médicos afirmam que se ele tivesse demorado mais para ser socorrido, poderia ter morrido. 

Traumas como o do presidenciável, que atingiu grandes vasos sanguíneos e órgãos no abdome, são marcados por um período crítico de recuperação nas primeiras 48 horas. Os maiores riscos nessa fase, explicou Ludhmila Hajjar, especialista em terapia intensiva e em medicina de emergência e professora da USP, são de hemorragia, inflamação, coágulos, insuficiência renal e infecções. 

O boletim médico divulgado descartou a possibilidade de lesão no fígado. A veia mesentérica superior, que leva sangue para parte do intestino, foi lesada e reparada, assim como as lesões no intestino grosso e no intestino delgado. 

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