Dinastias ameaçadas: PSDB e PT podem perder em estados que dominam há décadas

As dinastias do PSDB no estado de São Paulo e do PT no Acre estão ameaçadas, segundo a última rodada de pesquisas Ibope nos estados divulgada em agosto. Os levantamentos mostram que os candidatos de ambos os partidos correm o risco de perder a disputa para governador em seus redutos eleitorais. Se isso ocorrer, pela primeira vez desde meados dos anos 1990 os tucanos deixariam de governar os paulistas e os petistas, os acreanos.

O PSDB é o partido que governa um mesmo estado no Brasil há mais tempo. A sigla venceu todas as eleições para o governo de São Paulo desde o pleito de 1994. Os tucanos que se revezaram no comando do Palácio dos Bandeirantes foram Mário Covas, de 1995 a 2001; Geraldo Alckmin, de 2001 a 2006; José Serra, de 2007 a 2010; Alberto Goldman, de abril a dezembro de 2010; e novamente Geraldo Alckmin, de 2011 a 2018.

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Há, porém, duas ressalvas. Em 2006, Alckmin renunciou ao cargo para concorrer à Presidência da República. Com isso, assumiu o seu vice na época, Cláudio Lembo, do antigo Partido da Frente Liberal (PFL), hoje Democratas (DEM), durante os últimos nove meses de governo. O mesmo ocorreu neste ano: Alckmin voltou a renunciar para sair candidato a presidente e assumiu o seu vice, Márcio França, do Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Ibope mostra que Paulo Skaf, do MDB, está no páreo pelo governo de SP

Ainda assim, há uma dinastia do PSDB em São Paulo há 20 anos, vencendo as eleições para governador por seis vezes seguidas. Mas, em 2018, o cenário pode ser diferente, já que o candidato do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Paulo Skaf, está no páreo pela disputa ao Palácio dos Bandeirantes.

Segundo pesquisa Ibope divulgada em 20 de agosto*, João Doria, candidato do PSDB, e Skaf estão empatados tecnicamente na liderança, considerando a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Numericamente, Doria tem 20% das intenções de voto e Paulo Skaf, 18%.

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O candidato do MDB, que é presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), concorre pela terceira vez ao governo de São Paulo. Dória está em sua primeira disputa pelo cargo. O tucano era prefeito de São Paulo, tendo sido eleito em primeiro turno em 2016.

No Acre, dinastia petista está ameaçada

No Acre, é a dinastia petista que está ameaçada. O PT venceu todas as eleições para governador do estado desde o pleito de 1998. Com isso, três petistas se revezaram no comando do Palácio Rio Branco: Jorge Viana, de 1999 a 2006; Binho Marques, de 2007 a 2010; e Tião Viana, de 2011 até o momento. Irmão de Jorge Tião é o atual governador, reeleito em 2014.

Na tentativa de vencer a sexta eleição consecutiva, o partido lançou o nome de Marcus Alexandre, ex-prefeito da capital Rio Branco, que renunciou ao cargo em abril para concorrer ao governo estadual.

A eleição de Alexandre, porém, não está garantida. Pesquisa** Ibope divulgada em 22 de agosto o traz empatado na liderança com Gladson Cameli, candidato do Partido Progressista (PP). Ambos têm 37% das intenções de voto. Cameli é senador pelo Acre desde 2015.

Metodologias

* Pesquisa realizada pelo Ibope de 17 a 19 de agosto de 2018 com 1.204 entrevistados no estado de São Paulo. Contratada por: TV Globo e O Estão de São Paulo. Registro no TSE: SP-00450/2018. Margem de erro: 3 pontos percentuais. Nível de Confiança: 95%.

** Pesquisa realizada pelo Ibope de 18 a 21 de agosto de 2018 com 812 entrevistados no estado do Acre. Contratada por: Rádio TV do Amazonas. Registro no TSE: SP-00450/2018 . Margem de erro: 3 pontos percentuais. Nível de Confiança: 95%.

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