Dólar volta a rondar valor máximo após bater R$ 4,17

Na véspera, moeda dos EUA fechou em queda pela 3ª sessão seguida, a R$ 4,0936.

O dólar opera em alta nesta terça-feira (11), chegando a bater R$ 4,17 mais cedo, de olho do cenário político e nas novas pesquisas eleitorais sobre a corrida presidencial.

Às 13h20, a moeda norte-americana subia 1,56%, negociada a R$ 4,1574 na venda. Veja mais cotações. Na máxima do dia, o dólar alcançou R$ 4,1785. Na mínima, R$ 4,1334.

A moeda bateu a máxima de fechamento deste ano no dia 4 de setembro, quando foi cotado a R$ 4,1520. A máxima histórica de fechamento foi em 21 de janeiro de 2016, a R$ 4,1631. Já no intradia, as máximas históricas foram em 24 de setembro de 2015, a R$ 4,2484, e em 21 de janeiro de 2016, a R$ 4,1723.

O mercado avalia os resultados da pesquisa Datafolha e aguarda outros levantamentos para ajustar suas posições, entre eles o do Ibope, esperado para a noite desta terça-feira.

Os investidores também monitoravam o cenário externo, onde permanecem as preocupações com a guerra comercial entre Estados Unidos e China depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que está pronto para impor tarifas sobre praticamente todas as importações chinesas.

O dólar subia ante a cesta de moedas e também ante a maioria das divisas de emergentes, como lira turca e peso chileno.

Na véspera, o dólar caiu 0,07%, a terceira queda seguida, fechando a sessão a R$ 4,0936 na venda. No ano, no entanto, o avanço é de mais de 26%, segundo o ValorPro. No mês, é de cerca de 3%.

Atuação do BC

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de outubro, no total de US$ 9,801 bilhões. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Novo patamar e perspectivas

A recente disparada do dólar, que voltou a romper a barreira dos R$ 4 após 2 anos e meio, acontece em meio às incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que faz aumentar a procura por proteção em dólar.

Investidores têm comprado dólares em resposta a pesquisas que mostram intenção de voto mais baixa para candidatos considerados mais pró-mercado e comprometidos com a agenda de reformas e ajuste das contas públicas.

As incertezas e o nervosismo geram maior demanda por proteção em dólar, o que pressiona a cotação da moeda. Importadores, empresas com dívidas em dólar e turistas preocupados passam a comprar mais dólares também e contribuem para elevar o preço da moeda norte-americana.

Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. O mercado tem monitorado ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais e a crise em países como Argentina e Turquia.

A visão dos analistas é de que o nervosismo tende a continuar até a moeda achar um novo piso ou até que se tenha uma maior definição da corrida eleitoral.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 ficou estável em R$ 3,80, segundo último boletim Focus do Banco Central. Para o fechamento de 2019, permaneceu inalterada em R$ 3,70 por dólar.

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