Decretos de Alckmin no governo de SP renderam R$ 3,8 milhões a familiares

Governador de São Paulo por quatro vezes, o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) assinou dois decretos que levaram a desapropriações de terrenos envolvendo familiares. As medidas, editadas em 2013 e 2014, mencionam como proprietários Othon Cesar Ribeiro, sobrinho do tucano, e Juliana Fachada Cesar Ribeiro, hoje sua ex-mulher e mãe de seus quatro filhos, para a construção de uma polêmica rodovia em São Roque, a 70 km da capital paulista. Os decretos resultaram em ações judiciais de desapropriação.

Othon é filho de Adhemar Ribeiro (irmão da ex-primeira dama Lu), cunhado de Alckmin citado em delações como arrecadador de caixa dois para campanhas do candidato. Além de aparecer nos decretos, o sobrinho é também parte em um dos processos de desapropriação na Justiça que começou a tramitar em 2014.

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Ele chegou a se apresentar pessoalmente em juízo ao lado da então mulher para tratar do assunto. Depois, em 2015, entrou com um pedido para ser retirado, alegando ser parte ilegítima pelo fato, segundo ele, de Juliana ser a proprietária e por eles serem, na época, casados no regime de separação total de bens. O juiz, porém, não o excluiu.

Alckmin contestou reportagem da Folha de S.Paulo que trouxe o caso à tona. Ele afirmou que o “governo não pagou um único centavo. Quem paga é a concessionária. O valor é estabelecido pela Justiça. É distorcer muito os fatos para conseguir uma manchete.” Para o candidato, “é uma das matérias mais injustas e inverídicas” que já viu.

“Nenhum parente meu tem propriedade naquela região. Um sobrinho da Lu [sua mulher] foi casado, não é mais, com uma moça em separação completa de bens. A família dessa moça é que tinha lá propriedade”, disse.

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