Dólar recua e chega a R$ 4,11, de olho em eleições e decisão sobre juros

Na véspera, moeda dos EUA fechou em alta de 0,38%, a R$ 4,1417 na venda.

O dólar passou a cair nesta quarta-feira (19), após subir mais cedo, com o mercado de olho no cenário eleitoral após nova pesquisa Ibope de intenção de voto para as eleições presidenciais, em dia de cenário externo mais favorável para moedas de países emergentes.

Às 12h54, a moeda norte-americana caía 0,61%, vendida a R$ 4,1163. Na mínima do dia até o momento, chegou a R$ 4,1123. Na máxima, foi a R$ 4,1763. Já o dólar turismo era negociado a R$ 4,3156, sem considerar a cobrança de IOF (tributo). Veja mais cotações.

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,38%, a R$ 4,1417. No mês, a moeda acumula alta de 1,71% e, no ano, tem valorização de 24,99%.

A agenda econômica desta quarta-feira tem como destaque a divulgação da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A expectativa é de manutenção da taxa básica de juros em 6,5% ao ano.

No exterior, o dólar rondava a estabilidade ante a cesta de moedas e caía contra divisas de países emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano, destaca a agência Reuters.

Estados Unidos e China anunciaram novas tarifas sobre importações um do outro nesta semana, mas as medidas foram menos severas do que o inicialmente esperado. Além disso, investidores apostam em mais estímulos por parte de Pequim para amortecer o impacto de mais essa rodada de tarifas comerciais.

“Há a percepção de que muita conversa ainda deve ocorrer podendo-se chegar a um bom termo, evitando uma guerra comercial generalizada. É a visão do copo meio cheio”, disse a SulAmérica Investimentos em relatório.

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de outubro, no total de US$ 9,801 bilhões. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Novo patamar e perspectivas

A recente disparada do dólar acontece em meio a incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que faz aumentar a procura por proteção em dólar.

Investidores têm comprado dólares em resposta a pesquisas que mostram intenção de voto mais baixa para candidatos considerados mais pró-mercado. Na avaliação do mercado, os candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto são menos comprometidos com determinados modelos de reformas econômicas considerados fundamentais para o ajuste das contas públicas.

Na prática, as flutuações atuais ocorrem principalmente conforme cresce a procura pelo dólar: se os investidores veem um futuro mais incerto ou arriscado, buscam comprar dólares como um investimento considerado seguro. E quanto mais interessados no dólar, mais caro ele fica.

Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. O mercado tem monitorado ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais e a crise em países como Argentina e Turquia.

A visão dos analistas é de que o nervosismo tende a continuar até que se tenha uma maior definição da corrida eleitoral.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,80 para R$ 3,83 por dólar, segundo o último boletim Focus do Banco Central. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,70 para R$ 3,75 por dólar.

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