Equipe médica avalia possibilidade de dar alta a Bolsonaro na quarta-feira

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) conta os dias para deixar o Hospital Albert Einstein, onde está internado desde 7 de setembro – ele deve receber alta até a próxima sexta-feira (28) . Há possibilidade de ele ser liberado já na próxima quarta-feira (26). Ele seguiria num avião do hospital e seria acompanhado até o Rio de Janeiro por uma equipe médica.

A definição clínica sobre sua transferência para seu reduto eleitoral deve se dar nesta terça-feira (25). A equipe médica irá conversar com os familiares sobre a ida de Bolsonaro para o Rio. Não está descartada sua permanência por mais uns dias e ele viajar somente na sexta ou no final de semana.

Segundo o último boletim médico, o paciente “mantém boa evolução clínica e permanece sem dor, sem febre ou outros sinais de infecção”.

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Nesta segunda-feira (24), em um ato falho, o presidenciável disse que terá alta “até o dia 31”, em entrevista ao jornalista Augusto Nunes, da Rádio Jovem Pan. Quis dizer, na verdade, dia 30 (próximo domingo), já que setembro não tem 31.

Bolsonaro anunciou que a partir do dia 1º de outubro começará a fazer transmissões ao vivo de suas redes sociais durante o horário eleitoral gratuito noturno, que se inicia sempre às 20h30. Ele quer concorrer com a propaganda dos candidatos, já que sua aparição é de apenas oito segundos.

O resultado da pesquisa Ibope divulgada na noite desta segunda pode acelerar seu retorno para casa e, de lá, montar seu “bunker”. Os dados do levantamento mostram que Bolsonaro estacionou nos 28%, viu sua rejeição ampliada para 46% e ele voltou a ser derrotado pelos principais candidatos em todos os cenários de segundo turno.

Facada foi “atentado político” e Adélio Bispo não “agiu sozinho”

Com lágrimas nos olhos, Bolsonaro disse à rádio Jovem Pan que foi vítima de um atentado “planejado” e “político”. O candidato recebeu uma facada durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro.

“No meu entender foi planejado, político, não tenho a menor dúvida. Me tirando de combate, você pega os três, quatro próximos da relação [de candidatos] e são muito parecidos”, disse Bolsonaro, com a fala entrecortada por momentos de choro.

O candidato disse ter convicção de que o agressor Adélio Bispo de Oliveira não agiu sozinho. “Não acredito que ele agiu sozinho, ele não é tão inteligente assim. Ele foi para cumprir a missão”, disse. “Ele deu uma facada e rodou. Para matar mesmo. O cara sabia o que estava fazendo. Por milímetros não atingiu veias que eu não teria como resistir.”

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A Polícia Federal afastou a suspeita de que o agressor tenha recebido pagamento em sua conta bancária para executar o crime e reforçou a versão de que ele teria atuado sozinho. No entanto, Bolsonaro criticou o delegado da PF pelo encaminhamento das investigações, falando que estão tentando “abafar o caso”.

“Ele [Adélio] foi para cumprir a missão. Pelo que ouvi dizer, a Polícia Civil de Juiz de Fora está bem mais avançada que a PF nas investigações. O depoimento que ouvi do delegado da PF que está tocando o caso é para abafar o caso. Dá a entender que age como defesa do criminoso. Isso não dá para acontecer”, completou o presidenciável.

Bolsonaro isentou os policiais federais que o acompanhavam no momento do ataque de qualquer responsabilidade pelo fato. “O ambiente não tem como ter um sistema de segurança perfeito. Sempre falava com eles, da possibilidade crescente de isso vir a acontecer. Não culpo a Polícia Federal não. Eles ajudaram muitos com os policiais militares do Rio que estavam lá”, afirmou o candidato, que admitiu ter temido por sua vida. “Sempre existe este temor [numa situação como essa]”.

Metodologia da pesquisa

Pesquisa realizada pelo Ibope com 2.506 entrevistados (Brasil) entre 22 e 23 de setembro. Contratada por: Rede Globo e o Estado de S. Paulo. Registro no TSE: BR-06630/2018. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Confiança: 95%.

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