6 pontos para decifrar o que Cabo Daciolo faria se fosse presidente

Mais irreverente que o comportamento do candidato à presidência Cabo Daciolo (Patriota) é seu plano de governo. Com apenas 17 páginas, incluindo a capa, o documento começa com uma apresentação rápida de suas convicções ideológicas e morais e é seguido por itens bem objetivos de suas ideias para recuperar a soberania do Estado Brasileiro e melhorar a educação, a saúde, segurança pública, infraestrutura de transportes e a economia de nosso país.

Conheça os 6 principais pontos de suas propostas de seu plano de governo.

1. Moralização social

Logo em sua apresentação, o candidato demonstra sua visão sobre o conceito de família e sobre as políticas de discussão de ideologia de gênero e legalização do aborto. Ele defende os moldes naturais de família, ou seja, pai, mãe e filhos, e completa frisando que qualquer modelo diferente dessa estrutura é um absurdo. Também considera como anomalias sociais a ideologia de gênero e as teses de liberação do aborto, e que todos esses pontos desmoralizam o país.

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Daciolo acredita em um Estado laico que respeita as manifestações de fé. Mesmo assim, garante que a religiosidade é o caminho para moldar um país e curar as suas “mazelas”. Sustenta que a religião norteará suas decisões e o ajudará a conquistar um futuro promissor, sem que isso signifique dar voz ao preconceito, segundo o candidato.

Conhecido por controvérsias, Daciolo já subiu à tribuna da Câmara para profetizar a cura de uma colega. Pelo visto, a fé também o ajudará em questões de saúde pública.

2. Restabelecimento da soberania nacional

Recuperar a soberania é outro desejo do sargento licenciado do Corpo de Bombeiros. Ele considera que a soberania brasileira é abalada por interesses estrangeiros em áreas estratégicas, como as riquezas naturais.

Outra forma de recuperação de soberania, em sua avaliação, é uma união cívico-militar, através da valorização das Forças Armadas, com uma reestruturação de seus planos de carreira e aumento do efetivo. O candidato também pretende reforçar a segurança e a fiscalização das fronteiras. Para isso, promete direcionar 10% do PIB para os militares.

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Em setembro de 2017, então no PTdoB do Rio de Janeiro, o deputado defendeu em discurso o fechamento do Congresso e uma intervenção militar no país. Em março deste ano, ao ser lançado pré-candidato pelo Patriotas, disse à Gazeta do Povo que não retirava “uma vírgula” do que falou sobre o fechamento do Congresso e afirmou ainda que a Câmara era dominada por uma quadrilha.

3. 100% de pavimentação em rodovias federais

Daciolo garante que vai pavimentar 100% das rodovias federais e pretende estender as mãos a estados e municípios para que as demais rodovias também sejam recuperadas.

Em seu plano de governo ele afirma que apenas 12% da malha viária federal é pavimentada, ou seja, restam 88% para serem asfaltados. Isso significa que ele planeja asfaltar cerca de 1,36 milhão de quilômetros de estradas, fora as de responsabilidade estadual e municipal que tiverem participação da União. Contudo, não fala de onde viriam os recursos para viabilizar este plano.

O deputado foi um dos políticos que ganhou projeção nas redes sociais com a greve dos caminhoneiros, em maio deste ano, ao apoiar um dos líderes do movimento, o motorista Wallace Landim, conhecido como “Chorão”.

4. “Governar é baixar juros e impostos”

Para o candidato, toda a recuperação da economia orbita a redução das taxas de juro do país. Essa medida, avalia, atrairia investimento estrangeiro e fortaleceria a produção nacional, para o país competir com mais vigor lá fora.

Aliada à baixa dos juros, estaria uma diminuição da carga tributária e a realocação dos gastos públicos – um capítulo de seu programa de governo, por sinal, afirma que “governar é baixar juros e impostos”.

O governo deixaria de gastar dinheiro com o que Daciolo chama de privilégios e enxugaria as despesas ao máximo. Contudo, o candidato pretende fortalecer empresas públicas estratégicas, modernizando-as e tornando-as mais competitivas.

5.Prevenção de crimes

A solução para melhorar a segurança nacional, de acordo com Daciolo, está na prevenção de crimes. Para isso pretende aumentar o efetivo das forças de segurança. Além disso, promete criar Centros de Operações Integradas em Áreas de Fronteira, com a participação do Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e da Agência Brasileira de Inteligência.

Ao que parece, o candidato irá também investir na conscientização de estudantes. Assim descritos em seu plano de governo: “Políticas públicas permanentes e obrigatórias, conjuntas, entre o Ministério da Segurança Pública, Ministério da Defesa, Ministério da Educação e o Ministério da Justiça e Cidadania em convênio com os estados e municípios brasileiros, serão realizadas a fim de promover o patriotismo, o nacionalismo, o civismo e a conscientização da sociedade, a começar pelos estudantes, a respeito dos valores sociais e da importância do respeito às leis e do seu cumprimento”.

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Parece que assim, Daciolo pretende sanar o que chamou de “falta de amor ao próximo”, fenômeno ao qual atribui os crescentes números de criminalidade do país.

6.Acabar com subsídios aos planos de saúde

A partir do que expôs em seu plano de governo, com 17 metas, Daciolo pensa ser possível melhorar todo o sistema de saúde pública nacional. Dentre essas metas, a mais curiosa e a que vai demandar mais suor do possível presidente é o corte de subsídios públicos aos planos de saúde privados.

O presidente americano, Donald Trump, travou uma guerra com os planos de saúde após retirar os subsídios que o Obamacare, programa de saúde pública implantado pelo seu antecessor, destinava a eles.

No Brasil, essa medida teria que ser aprovada pelo Congresso e provavelmente resultaria no aumento dos custos dos usuários dos planos de saúde.

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