Bolsonaro perde a paciência e repreende Mourão por crítica ao 13º salário

A paciência de Jair Bolsonaro com o seu candidato a vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) parece ter chegado ao limite. O presidenciável do PSL publicou uma mensagem nas redes sociais nesta quinta-feira (27) em que repreende o general – mesmo sem citá-lo nominalmente – pela crítica que feita ao pagamento do 13º salário e férias. 

“Criticá-lo, além de uma ofensa a quem trabalha, confessa desconhecer a Constituição”, escreveu Bolsonaro, que segue internado no hospital em recuperação da facada que levou no abdômen durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro.

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Mourão afirmou em palestra no Clube dos Diretores Logistas de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, na quarta-feira (26), que o 13º salário é uma “jabuticaba brasileira”, uma “mochila nas costas dos empresários” e “uma visão social com o chapéu dos outros”. 

“O 13º salário do trabalhador está previsto no artigo 7º da Constituição em capítulo das cláusulas pétreas (não passível de ser suprimido sequer por proposta de emenda à Constituição)”, disse o capitão no mesmo tuíte. 

A manifestação de Mourão soma-se a outras de ampla repercussão que proferiu nas últimas semanas. Ele afirmou que casas com apenas mães e avós são “fábricas de desajustados” e chamou países latino-americanos e africanos com os quais o Brasil teve relações comerciais de “mulambada”.

Depois desses episódios, o general foi repreendido por Bolsonaro e, por decisão da cúpula da campanha, ouviu que não deveria mais participar de eventos públicos com frequência.

De sexta-feira (28) até quinta-feira (4), Mourão tem apenas compromissos fechados em sua agenda, sem acesso da imprensa ou do público. A coligação também o proibiu de participar de todos os debates de candidatos a vice até o primeiro turno, marcado para 7 de outubro.

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