Desdobramento da Lava Jato apreende R$ 1 milhão em investigação contra ex-governador tucano

Após a conclusão dos mandados de prisão e busca e apreensão realizados nesta manhã (28)como parte da Operação Cash Delivery, desdobramento da Lava Jato que investiga suposto recebimento de R$ 12 milhões propina pelo ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB), R$ 1 milhão foram encontrados em endereços ligados ao investigado.

Em um total de 14 mandatos de busca e apreensão nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia (GO), Pirenópolis (GO), Aruanã (GO), Campinas (SP) e São Paulo, foram apreendidos R$ 80 mil encontrado na casa de Jayme Rincón,o coordenador de campanha para reeleição do governador goiano, José Eliton. Na casa do motorista de Rincón, Márcio Garcia de Moura, foram encontrados outros R$ 940.260 em dinheiro vivo.

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2018/09/28/Republica/Imagens/Cortadas/13069767-kEPE-U203896777843To-1024x683@GP-Web.jpgMarconi Perillo (PSDB), ex-governador de Goiás e candidato ao Senado pelo estado tucanoUM/mel/UESLEI MARCELINO

Rincón e Moura estão detidos na Polícia Federal de Goiás. Além deles, também foram detidos o empresário Carlos Eduardo Pacheco Júnior, o engenheiro e filho de Rincón, Ricardo Godói Rincón, e o advogado Pablo Rogério Oliveira.

Marconi Perillo é candidato ao Senado pelo PSDB não pode ser preso devido à legislação que impede a prisão de candidatos até 15 dias antes e 2 dias após as eleições, a não ser em flagrante.

Investigação e campanha

A investigação teve como base os relatos de dois delatores, os executivos Fernando Reis e Alexandre Barrados. Os pagamentos a Perillo teriam sido feitos pela Odebrecht em 2010 e 2014. O tucano é apontado como chefe do esquema.

Segundo a PF, “as investigações validaram o conteúdo das colaborações premiadas de executivos de uma grande empreiteira realizadas junto à Procuradoria-Geral da República”.

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Por meio de nota, a coligação liderada pelo candidato à reeleição no estado goiano, José Eliton (PSDB), se eximiu de qualquer vínculo com o esquema e se declarou “surpresa” pela operação ter sido realizada a nove dias das eleições. A nota também ressaltou confiança na inocência de Perillo.

A defesa do ex-governador alegou que ”a busca e apreensão na residência do ex Governador há 9 dias da eleição assume um caráter claramente eleitoreiro e demonstra um abuso por parte do Ministério Publico e do Poder Judiciário”.

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