Atos pró-Bolsonaro reúnem milhares em carreatas e manifestações em várias cidades do país

Há registros de carreatas e manifestações em prol do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) em várias cidades neste domingo(30). O movimento pró-Bolsonaro foi organizado em grupos nas redes sociais. A página de um desses grupos informa que eventos de apoio ao candidato têm sido feitos rotineiramente aos domingos e prosseguirão até o segundo turno, se houver.

Em Brasília, o ato ocorreu por volta do meio-dia, com a participação de 10 mil a 12 mil carros, segundo a PM. Em São Paulo, a concentração para a manifestação pró Jair Bolsonaro (PSL) começou por volta das 14h na Avenida Paulista, na altura do MASP e do Parque Trianon. Cartazes de apoio ao candidato e palavras contra o PT dão o tom. A organização aguarda a presença do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), o candidato ao Senado Major Olímpio (PSL) e o general Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa do capitão.

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2018/09/30/Republica/Imagens/Cortadas/AFP_19N3TG-kM9E-ID000002-1024x1260@GP-Web.jpgConcentração pró-Bolsonaro neste domingo (30)MIGUEL SCHINCARIOL/AFP

Já depois das 17h, a chuva apertou, e os apoiadores de Jair Bolsonaro anunciaram o fim do ato em apoio aos presidenciável. Eles afirmaram que se tratava de um compromisso com a Polícia Militar. Os organizadores estimaram o público em mais de um milhão de pessoas. A PM não deu estimativas de público.

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2018/09/30/Republica/Imagens/Cortadas/carreata pro bolsonaro curitiba-kaAC-U2039030186230iB-1024x682@GP-Web.jpegConcentração da carreata pró-Bolsonaro em Curitiba, em frente ao Palácio Iguaçu, o palácio do governo do estado.Lineu Filho

Em Curitiba, mais de uma carreata foi registrada na tarde deste domingo (30). Carros passaram pelo Centro, Centro Cívico e foram, ao fim do dia, para o Parque Barigui, o parque mais popular da cidade. Embora não haja estimativa de quantos são os participantes, a movimentação foi suficiente para travar o trânsito nas proximidades do parque e para mudar a rota de algumas linhas de ônibus na cidade

Também houve registros de atos ainda pela manhã em cidades como Londrina, que teve carreata nas principais avenidas, Foz do Iguaçu, Belém, Recife e Belo Horizonte, Minas Gerais, onde os apoiadores do candidato do PSL se reuniram na orla da Lagoa da Pampulha.

Os atos ocorrem um dia depois do #EleNão. Manifestantes contrários a Bolsonaro lotaram as ruas das capitais, do Distrito Federal e de várias cidades do interior do Brasil. Cidades de outros países também reuniram protestos contra o candidato, dentre elas Lisboa, Paris e Washington. Sob o slogan #EleNão, a campanha foi criada dentro de um grupo no Facebook que reúne 3,8 milhões de mulheres. As lideranças do movimento afirmam que a campanha é para alertar a população sobre as ideias de Bolsonaro, consideradas pelos participantes como “fascistas e machistas”.

Candidato agradeceu mobilização

Bolsonaro usou sua conta no Twitter para agradecer os manifestantes que o apoiam neste domingo. “Obrigado São Paulo. Obrigado pelas manifestações de todo Brasil! Vamos juntos mudar nosso País!”, afirmou na publicação.

O presidenciável ainda destacou que seu filho, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), estava na Avenida Paulista, em São Paulo, participando do ato favorável ao capitão. Eduardo Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo pelo Facebook, direto da manifestação na Av. Paulista. Os participantes gritavam palavras de ordem e mencionavam “ele sim” e “PT não”, em defesa ao presidenciável do PSL contra o concorrente petista, Fernando Haddad, que representa a principal ameaça à Jair Bolsonaro nestas eleições.

“A gente quer união. A gente não divide o Brasil entre negros e brancos, entre gays e heteros, nós somos brasileiros”, disse o deputado em cima do carro de som. “Já tomamos até facada, quem são os intolerantes?”, questionou, em referência ao atentado à faca que atingiu Jair Bolsonaro no início deste mês, em Juiz de Fora (MG), durante compromisso de campanha.

O filho de Bolsonaro ainda atacou os petistas. Para o deputado, caso o presidenciável do PT seja eleito, ele mandará soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR) e condenado pela Lava Jato. “Haddad vai dar indulto ao Lula. Se ganhar, vão mandar nosso dinheiro de impostos para Cuba. Nesta eleição, o Brasil vai decidir se quer se igualar ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e receber ordens de presidiários”, enfatizou.

“Vamos fechar essa eleição ainda no primeiro turno. Nunca foi tão fácil votar na vida”, acrescentou Eduardo Bolsonaro.

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