Em baixa nas pesquisas, Alvaro Dias tem uma nova meta: ser o anti-Haddad

Com mais quatro anos de mandato assegurados no Senado, o presidenciável Alvaro Dias, do Podemos, mostrou ao que veio nessa eleição. Nos últimos dias e debates, o senador paranaense adotou uma postura quase que exclusiva de ataques ao PT. A meta do ex-tucano é clara: trabalhar pela não eleição de Fernando Haddad. Seus programas eleitorais mais recentes dedicam o conteúdo a críticas aos petistas.

O candidato do Podemos nem tem citado mais o nome do juiz Sergio Moro. Nos primeiros debates ele chamou a atenção por dizer que convidaria Moro para ser seu ministro da Justiça

Na primeira participação de Haddad em um encontro na TV entre presidenciáveis, durante o Debate na TV Aparecida, Dias foi escolhido pelo petista para responder a uma singela pergunta, sobre os planos do adversário para as famílias. Teve como resposta um duro ataque. 

“Haddad, você veio para essa campanha como o porta-voz de uma tragédia. O representante do caos. O PT se transformou na filosofia do fracasso, no arauto da intolerância. Se especializou a distribuir a pobreza para todos e a riqueza para alguns de seus chefes”. 

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Essa resposta de Dias foi usada no seu programa eleitoral seguinte. Ocupou todo o espaço da propaganda do senador. No debate seguinte, dessa vez no SBT, o candidato dedicou-se, em especial, a criticar Haddad e seu partido. Perguntado sobre quem apoiaria num eventual segundo turno entre Bolsonaro e Haddad restringiu-se a responder é preciso evitar o retorno do PT ao Palácio do Planalto. 

“O que nós queremos evitar é a voltar de uma organização criminosa ao poder”. 

Haddad retrucou e afirmou que Dias apoiou o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), um “campeão em aumentar impostos”. 

Em baixa

Pesquisa do Datafolha* divulgada na noite de sexta-feira (28) mostrou Alvaro Dias com apenas 2% das intenções de voto. Como a margem de erro é de dois pontos ele pode estar no limite superior com 4%, na sexta colocação, ou, para baixo, sem pontuar. Assim, entre os últimos colocados. Jair Bolsonaro (PSL) continua na liderança, com 28%, e Haddad, que subiu seis pontos, chega a 22%, se isolando em segundo lugar.

* A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e Folha de S. Paulo, ouviu 9 mil eleitores em 343 municípios e foi registrada no TSE com o número BR-08687/2018.

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