Dólar passa a cair e se aproxima de R$ 4

Na sexta-feira, dólar encerrou a sessão em alta a R$ 4,0378, mas acumulou desvalorização de 0,84% no mês.

Depois de começar em alta o primeiro pregão de outubro, o dólar volta a cair nesta segunda-feira (1) e se aproxima do patamar de R$ 4, com o otimismo no mercado externo após acordo que garantiu um novo pacto trilateral entre Estados Unidos, México e Canadá suavizando a cautela doméstica com o primeiro turno da eleição presidencial no próximo domingo.

Às 12h14, a moeda norte-americana caía 0,38%, vendida a R$ 4,0225. Na mínima do dia, chegou a R$ 4,0160. O dólar turismo era negociado a R$ 4,20, sem considerar a cobrança de IOF (tributo).

Na sexta-feira, o dólar encerrou a sessão em alta a R$ 4,0378. No mês de setembro, entretanto, acumulou queda de 0,84%. No ano, ainda tem alta de 21,86%.

Cenário externo e local

EUA e Canadá fecharam no domingo um acordo de último minuto para salvar o Nafta como um pacto trilateral com o México, resgatando uma zona de livre comércio entre três países de 1,2 trilhão de dólares.

O novo acordo foi visto como uma grande vitória de Trump, que obrigou o Canadá e o México a aceitarem um comércio mais restritivo com seu principal parceiro de exportação.

Esta semana será marcada por pesquisas diárias sobre a corrida presidencial, destaca a agência Reuters

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de novembro, no total de US$ 8,027 bilhões. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Novo patamar e perspectivas

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 caiu de R$ 3,90 para R$ 3,89 por dólar, segundo o boletim Focus do Banco Central divulgado nesta segunda. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,80 para R$ 3,83 por dólar.

Desde agosto, o dólar tem se mantido acima de R$ 4, em meio a incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que faz aumentar a procura por proteção em dólar.

Investidores passaram a comprar dólares em resposta a pesquisas que mostram intenção de voto mais baixa para candidatos considerados mais pró-mercado. Na avaliação do mercado, os candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto são menos comprometidos com determinados modelos de reformas econômicas considerados fundamentais para o ajuste das contas públicas.

Na prática, as flutuações atuais ocorrem principalmente conforme cresce a procura pelo dólar: se os investidores veem um futuro mais incerto ou arriscado, buscam comprar dólares como um investimento considerado seguro. E quanto mais interessados no dólar, mais caro ele fica.

Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. O mercado tem monitorado ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais e a crise em países como Argentina e Turquia.

Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. O mercado tem monitorado ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais e a crise em países como Argentina e Turquia.

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