Bolsonaro pede que empresários parem de solicitar votos para funcionários

Em live no Facebook que contou com quase 200 mil espectadores, Jair Bolsonaro (PSL) pediu para que empresários parem de reunir funcionários e pedir votos para ele. O presidenciável disse que teme ser punido eleitoralmente devido a atitude desses apoiadores.

“Chegou para mim a notícia de que empresários estariam reunindo funcionários e pedindo votos para mim. Não sei se é verdade ou não. Queria alertar que, pela legislação eleitoral, isso é proibido. E quem responde é o candidato, não são os senhores. Então é caso sui generis. Um empresário até de má-fé poderia estar fazendo campanha para mim para que seja denunciado e eu viesse a responder por abuso de poder econômico”, disse o candidato.

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“Façam nas ruas, como todo mundo faz, fora do horário de expediente. Dentro da empresa, junto aos funcionários, não, porque alguns poderiam até se sentir constrangidos. E nós respeitamos o direito, obviamente, de quem quer que seja votar no candidato que achar melhor”, completou.

Recentemente, os empresários Luciano Hang, dono da varejista Havan, e Pedro Joanir Zonta, fundador e presidente da rede de supermercados Condor, dirigiram-se a seus funcionários apoiando Bolsonaro. A Justiça do Trabalho em Santa Catarina determinou, nesta quarta-feira (3), que Hang deixe de realizar atos direcionados a seus empregados. A atitude foi compara a “voto de cabresto” pela Justiça.

Na mesma transmissão, Bolsonaro pediu que seus eleitores tentem convencer amigos e familiares a direcionarem o ‘voto útil’ a ele. O capitão reformado quer um esforço para resolver a eleição no primeiro turno, evitando o ‘desgaste’ de um segundo turno contra Fernando Haddad (PT).

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“Não vamos admitir a volta daqueles que causaram tanto mal ao país. É desemprego, roubalheira, [deturpação dos] valores familiares. Está polarizado. Você que está conosco: pegue alguém da família que vai anular o voto ou votar em branco e peça o voto útil”, disse o candidato. Ele convidou para a transmissão o subtenente do Exército Hélio Lopes, que concorre ao cargo de deputado federal sob a alcunha de Hélio Bolsonaro. No entanto, Hélio, que se apresenta como “o negão do Bolsonaro”, não disse uma palavra durante a live.

Assim como na transmissão de terça-feira (2), Bolsonaro traçou estratégia de atacar o PT, partido que provavelmente enfrentaria em um segundo turno. Analisando um documento que teria encontrado no site do PT, ele acusou o adversário de tentar interferir ideologicamente nos currículos das escolas militares; de tentar controlar as promoções dentro do Exército; e de ter tido comportamento “bolivarianista” na relação com a Bolívia por meio do chanceler Celso Amorim.

Bolsonaro voltou a tentar contemporizar sua declaração de que não aceitaria um resultado que não sua vitória, dada em entrevista à TV Band. Desta vez, afirmou que vai “respeitar o que acontecer nas eleições”, apenas não vai telefonar “para o Haddad”.

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