Partido de Bolsonaro cresce e rivaliza com PSDB na preferência do brasileiro

Partido de Jair Bolsonaro, o nanico PSL está empatado com o PSDB e o MDB na preferência partidária do brasileiro, aponta o Datafolha. O PSL foi citado por 4% dos entrevistados, enquanto PSDB e MDB, por 3% cada um. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os três partidos estão tecnicamente empatados.

O PT permanece na liderança da pesquisa, com 21%, mas oscilou negativamente em relação a agosto, quando tinha 24%. PDT, PSOL e Novo registraram 1% cada um. 

Partido de pouca expressão fundado há duas décadas, o PSL ganhou destaque nacional em janeiro, quando o deputado Jair Bolsonaro decidiu que se filiaria à sigla para disputar a eleição. O capitão lidera a disputa à Presidência, com 32%, segundo o próprio Datafolha.

Até junho deste ano, a sigla nunca havia pontuado no levantamento de preferência partidária. Com o início da campanha, passou a 1% no final de agosto, 3% em setembro e 4% neste começo de outubro. Divide agora a segunda posição da pesquisa com partidos bem mais tradicionais, PSDB e MDB. Estes dois últimos oscilaram de 4%, em agosto, para 3%.

LEIA TAMBÉM: De quantos votos Bolsonaro precisa para vencer no primeiro turno?

O PSL também incrementou sua representação na Câmara. Na eleição de 2014 elegeu apenas um deputado, mas com a entrada de Bolsonaro decolou para uma bancada de oito deputados federais.

Maioria não tem simpatia por nenhuma sigla partidária

O Datafolha realiza a pesquisa de preferência partidária desde 1989. Na série histórica, a maior parcela da população sempre declarou não ter simpatia por nenhum partido. O número chegou a 64% em junho deste ano, mas caiu para 53% nesta última sondagem.

O PT é o partido preferido dos brasileiros desde 1999. Teve seu melhor desempenho em abril de 2012, no primeiro mandato de Dilma Rousseff, quando foi mencionado por 31% dos entrevistados.

No entanto, escândalos de corrupção, prisões de expoentes da sigla e recessão econômica derrubaram a simpatia pela agremiação nos anos seguintes.

LEIA TAMBÉM: Médico veta participação de Bolsonaro em debate na Globo

Em dezembro de 2016, após o impeachment de Dilma, o partido teve 9% das menções. Com a derrocada petista, o grupo dos sem preferência partidária chegou a 75%. Na série do Datafolha, o PT só teve pior resultado em agosto de 1989, quanto registrou 6%. Em abril de 2017, porém, o PT pulou para 15% e vem mantendo seu crescimento desde então.

Na série histórica, o MDB liderou a preferência por quase uma década, chegando a atingir 19% em 1992. Após empates com o PT, foi ultrapassado de forma definitiva em 1999. De 2010 para cá não passou mais do que 7%. Também se desidratou o DEM (antigo PFL). Depois de registrar 9% em 1997 e 8% em 2002, deixou de pontuar desde 2014.

O PSDB, por sua vez, permanece estável na faixa de 3% a 7% no intervalo de quase 30 anos.

Metodologia

O Datafolha entrevistou 3.240 pessoas em 225 municípios no dia 2 de setembro. O nível de confiança, que é a chance de retratar a realidade, é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-03147/2018 e foi contratada pela Folha de S.Paulo.

Mais na Gazeta do Povo!

Mais...


Leia Também:
Anterior:

Próxima: