Networking pode alterar dependência brasileira em commodities

Segundo especialistas em comércio exterior, programas de incentivo a uma boa rede de contatos facilita a entrada de PMEs em mercados internacionais

Já é de se imaginar que as exportações brasileiras são predominantemente de produtos básicos, uma alerta para o comércio exterior do país. Mas, estimular o pequeno e médio empresário a ter uma rede de contatos que o inclua em outros mercados é uma das chaves para reverter essa situação.

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), de janeiro a agosto deste ano, as vendas dos não industrializados lideraram a arrecadação do Brasil com exportações. Já os industrializados, cuja fabricação exige tecnologia, alcançaram patamares bem menores. A equação é arriscada, pois nesta situação a balança comercial do país fica refém do vaivém da cotação internacional dos commodities.

Para Gilberto Campião, Professor da Associação Brasileira de Assessoria e Consultoria em Comércio Exterior, Abracomex, com mais de 25 anos de experiência no mercado internacional, há um esforço no sentido de mudar essa realidade. “Atuar com o comércio exterior garante para pequenas e médias empresas uma ampliação do seu potencial de vendas, mas é preciso estimular as PMEs através de programas de incentivo a exportação para que esse cenário se efetive”, acredita Campião.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) é um exemplo. A Apex estimula a exportação de produtos de pequenas empresas através da articulação com clientes em potencial, como está ocorrendo nesta semana com 62 empresas brasileiras durante a LAC Flavors – feira de bebidas e alimentos promovida no Chile.

O networking e o comércio exterior

Com mais de 15 anos à frente de negociações internacionais, Ricardo Verrengia acredita que no comércio exterior é preciso investir em uma rede de contatos para aumentar a segurança e possibilidades de negócios. “O networking é fundamental para o profissional do comércio exterior. O empresário internacional não deve apenas se concentrar nas habilidades comerciais, mas também ser um estudioso de línguas, participar de feiras e congressos, estabelecer contatos com profissionais da área e também mantê-los de forma produtiva”, explica Verrengia. “Dessa forma, a rede de contatos pode render diversas oportunidades e negociações importantes, facilitando a entrada do pequeno e médio empresário em outros mercados”, conclui.

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