Nota fiscal e contrato são obrigatórios na consignação de veículos; veja mais dicas

Vender carros usados em Curitiba ou outras cidades maiores sem intermediários é relativamente fácil. O problema é quando o vendedor vive em uma cidade menor, onde há menos procura e o mercado é mais restrito: nesta situação, a dificuldade para vender costuma ser bem maior.

Nestes casos, vender o carro por consignação pode ser a melhor opção. Nesta modalidade, o vendedor terceiriza a responsabilidade para uma loja, que cuida dos trâmites.

Contudo, por mais que a consignação possa ser de grande ajuda, é preciso tomar cuidado ao fazer a escolha para não se arrepender depois. É fundamental encontrar um estabelecimento de confiança, que cumpra todos os requisitos da transação, como a assinatura de contrato e emissão de nota fiscal, por exemplo.

Neste post, você aprende como funciona a venda de um carro por consignação, quais são as obrigações do estabelecimento e quais cuidados tomar para fugir de um mau negócio. Confira:

Como funciona a venda de um carro por consignação?

A consignação é, basicamente, a terceirização da venda do carro. Nela, o veículo fica em posse da loja por um período acordado entre ambas as partes. Durante este intervalo, o estabelecimento se ocupa dos trâmites da venda, mostrando o veículo a compradores em potencial, supervisionando os tests drive e negociando com interessados.

Em troca do serviço, quando o carro é vendido, a loja fica com uma parte do valor da venda, a título de comissão. Simples assim!

Quais são as vantagens de vender um carro por consignação?

A maior comodidade da consignação é, de longe, delegar todo o trabalho envolvido com a venda à outra parte. Você não terá que divulgar que o carro está a venda ou mostrá-lo aos interessados: a loja se ocupa disso.

No caso de modelos com muita procura, como o Chevrolet Onix, vendê-lo por conta pode até ser rápido. Contudo, no caso de modelos que não são tão desejados, como o Chevrolet Prisma, contar com a consignação é uma mão na roda para evitar stress.

Além disso, o fato de que a loja só fatura se vender também é uma vantagem. Isto é um incentivo a mais para que o estabelecimento realmente se esforce para concretizar a venda: do contrário, o veículo volta para você e a revenda não leva nada.

Quais são as obrigações de uma loja ao fazer a consignação de um veículo?

A venda de mercadorias por consignação é uma atividade regulamentada. Portanto, há direitos que ambas as partes devem cumprir. Mas, não se preocupe: em lojas que são de fato confiáveis, estas práticas já são de praxe. Confira:

É preciso emitir nota fiscal

Sempre que há uma transação comercial entre uma pessoa física e uma pessoa jurídica, há a necessidade de emitir nota fiscal. Do contrário, o estabelecimento corre o risco de ser enquadrado em evasão de tributos.

No caso da consignação, há duas NFs a ser emitidas, em momentos diferentes da transação:

  • Quando o cliente entrega o veículo à revenda, é preciso que ela emita uma nota fiscal de entrada, com o CFOP 1.917;
  • Quando o veículo é enfim vendido, deve ser emitida uma nota fiscal de venda, com o CFOP 5.115.

Seguindo estes passos, a transação será perfeitamente legal, sob o ponto de vista tributário.

Os detalhes da consignação devem ser estabelecidos em contrato

Do mesmo modo, o Código Civil estipula que transações por consignação devem ser formalizadas por meio de um Contrato Estimatório, ou Contrato de Consignação por Vendas.

O documento contém os direitos e deveres de ambas as partes. Assim, ele também é uma proteção para quem quer vender o carro: se a empresa descumprir algo que foi acordado, é possível comprová-lo na Justiça.

Quais são os demais cuidados a serem tomados ao se consignar um carro?

Entretanto, escolher uma loja honesta, que cumpra todas as obrigações da consignação do carro, é apenas parte da obrigação. Também é preciso tomar alguns cuidados para evitar dor de cabeça! Confira:

Reflita: você realmente pode abrir mão do carro?

Uma das maiores desvantagens da consignação é que é preciso deixar o carro totalmente à disposição da revenda durante o período acordado.

Ou seja: você tem que ser capaz de abrir mão dele, o que nem sempre é possível. Mas, se você tiver um veículo reserva ou não se incomodar em depender do transporte público por algum tempo, ela será uma boa opção para facilitar a venda para você.

Pesquise sobre as taxas de consignação

Todas as lojas que vendem algo por consignação cobram uma comissão pelo serviço. O que varia entre uma e outra é a porcentagem.

Portanto, não tenha preguiça de pesquisar! Bata de porta em porta e pergunte: isto pode fazer toda a diferença sobre o valor que você arrecadará com a venda.

Além disso, não tenha receio de negociar, principalmente se o modelo que você pretende passar adiante for de alta procura. Neste caso, você tem margem para negociar uma porcentagem mais baixa.

Peça recomendações de lojas a amigos e conhecidos

O boca a boca nunca morre! Comprar um carro é coisa séria, mas vender também é. E, como em todos os segmentos, não faltam pessoas mal intencionadas operando.

Portanto, prefira estabelecimentos recomendados por amigos, conhecidos e pessoas de confiança em geral, mesmo que a taxa de consignação seja um pouco mais alta. Vale a pena abrir mão de um pouco de dinheiro em troca de evitar uma bela dor de cabeça – e, possivelmente, um embate judicial.

Certifique-se de que o carro foi bem avaliado

Quando você opta por vender um carro por consignação, há uma depreciação automática do quanto ele realmente vale. Contudo, há uma margem tida como aceitável para isto: geralmente, trabalha-se com, no máximo, 20% de desvalorização.

Para saber se o seu carro foi bem avaliado, consulte a tabela Fipe. Por exemplo: se você tem um Renault Sandero, este site estimará o quanto ele vale, conforme os dados oferecidos por você. Isso te ajudará a ver se a loja avaliou seu carro em um valor razoável.

Conhece alguém que está com dificuldade para vender um carro? Compartilhe este conteúdo! Pode ser que a consignação resolva o problema!

 



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