Dólar opera em queda, abaixo de R$ 3,75, com exterior e cenário eleitoral

Na última sessão, a moeda norte-americana subiu 0,45%, vendida a R$ 3,7786.

O dólar opera em queda nesta segunda-feira (15), acompanhando a trajetória da moeda norte-americana no exterior e com o mercado atento à movimentação no cenário eleitoral.

Às 12h57, a moeda norte-americana caía 1,49%, vendida a R$ 3,7223. Veja mais cotações.

Na mínima, o dólar chegou a R$ 3,7188, e na máxima, a R$ 3,7647.

O mercado agora aguarda os números de pesquisa Ibope, esperados para esta noite. A preferência do mercado financeiro é por um candidato reformista, que imponha uma agenda de reformas, corte de gastos e ajuste fiscal.

No exterior, o dólar caía ante a cesta de moedas em meio a tensões geopolítica e ainda com dados de vendas no varejo nos Estados Unidos mais fracos do que o esperado em setembro.

A moeda norte-americana também perdia valor ante as divisas de países emergentes, com destaque para a lira turca, que subia pelo segundo dia após a após a libertação e o retorno do pastor norte-americano detido Andrew Brunson, o que elevava a esperança de alívio nas relações entre Estados Unidos e Ancara.

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de novembro, no total de US$ 8,027 bilhões. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Última sessão

Na quinta-feira (11), última sessão antes do feriado, o dólar fechou em alta, depois de oscilar pela manhã, com a piora do cenário externo, mas o atual cenário político impediu uma maior desvalorização da moeda brasileira. A moeda norte-americana subiu 0,45%, vendida a R$ 3,7786.

Na semana pasada, o dólar acumulou queda de 1,97%. No mês de outubro, recua 6,42%. Já no acumulado do ano, tem valorização de 14,04%.

Ajustes nas perspectivas

Desde agosto, a moeda norte-americana vinha se mantendo acima de R$ 4, em meio a incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que fez aumentar a procura por proteção em dólar.

A expectativa de que a cautela iria predominar nos mercados foi substituída por ajuste de posições nos últimos pregões, em meio ao resultado das últimas pesquisas eleitorais antes do 1º turno.

O mercado prefere candidatos com viés mais reformista e entende que aqueles com viés mais à esquerda não se enquadram nesse perfil. E, diante do resultado do 1º turno, o mercado entende que o país poderá ser governado por alguém com o perfil adequado à sua preferência.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 recuou de R$ 3,89 para R$ 3,81 por dólar, segundo previsão de analistas de instituições financeiras divulgada por meio de boletim de mercado pelo Banco Central nesta semana. Para o fechamento de 2019, caiu de R$ 3,83 para R$ 3,80 por dólar.

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