Alta Motors interrompe produção de motos elétricas nos Estados Unidos

Pelos rumores, estreia das motos elétricas em competições oficiais vai demorar um pouco mais do que o previsto

*Texto corrigido as 12h55 de segunda-feira, 22 de outubro, com a informação correta da Harley-Davidson Brasil a respeito da participação da marca.

Segundo o site asphaltandrubber.com, a Alta Motors encerrou suas operações, o que potencialmente dará a empresa tempo para continuar internamente com suas atividades, enquanto procura novos investidores, ou, quem sabe, ser completamente vendida para outra empresa.

Para quem não sabe, a Alta Motors é a empresa que ganhou o noticiário especializado do motocross no mundo inteiro ao projetar e fabricar a primeira moto elétrica para o esporte.

A moto, projetada e fabricada nos Estados Unidos, na Califórnia, foi bem recebida por aqueles que a montaram, mas todas as empresas envolvidas nesta operação (incluindo aí a própria Alta) são iniciantes no mercado e suas operações, além de caras, geralmente exigem anos, ou até mesmo décadas de investimentos antes de se tornarem lucrativas.

Com uma moto elétrica fabricada na Califórnia não seria diferente.

O site RacerX Online conferiu algumas fontes na indústria do motocross, que acreditam que esses rumores são verdadeiros.

O que se descobriu está no relatório a seguir, que deixa claro que a Alta não está se retirando permanentemente do mercado.

– Agora, com as operações de negócios da Alta fechadas, a empresa efetivamente encerrou seu índice de “queima de capital”, o que permite à Alta Motors ter tempo para analisar oferta sérias de investimento e aquisição.

Este plano poderia muito bem ser recompensado, já que a Alta Motors estava no meio de um ano estelar, mostrando um crescimento de 50% em 2018, trimestre após trimestre, com cerca de mil unidades vendidas a clientes até agora neste ano, além de 300 pedidos de novas unidades acumulados.

Vale destacar que recentemente houve um acordo de investimento entre a Alta e a Harley-Davidson, acordo este que foi cumprido até o fim e cujo todos os pontos previstos foram concluídos dentro do calendário acordado entre as duas empresas.

As duas empresas concordam que o acordo firmado foi um sucesso, porém, não houve, no dado momento, interesse na continuidade após ser concluído com sucesso.

Foi uma parceria pontual, com data de término prevista.

Destaca-se também que a Harley-Davidson tem um novo centro de pesquisas e desenvolvimento para novos produtos na área de São Francisco, no Vale do Silício, que também é onde a Alta está localizada.

Por fim, a nota prossegue:

 – Desse ponto em diante, a Alta Motors esteve em conversações com outros investidores, e isso inclui uma proposta de acordo, onde a Alta Motors seria adquirida de imediato.

Essa oferta de aquisição foi recusada e a Alta Motors estava no processo de aceitar uma segunda proposta, de startup em São Francisco, mas esta também caiu em cima da hora.

Qual será o próximo episódio desta trama?

A Alta encontrará novos investidores e voltará a produzir motos elétricas?

Será que vai encontrar um novo dono?

Seguiremos acompanhando.

Blake Wharton testando moto elétrica (carona on board)

Josh Hill de moto elétrica por toda a cidade!

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